Cerca de 2.000 manifestantes tentaram neste sábado (30) forçar as barreiras de proteção e invadir a sede do governo da Tailândia, em Bancoc. Eles reivindicam a demissão da primeira-ministra do país.
Os oposicionistas também atacaram um ônibus de simpatizantes do governo. Houve incidentes ainda nos arredores de um estádio da capital, onde se reuniram milhares de simpatizantes do governo. Não há registro de vítimas.
O porta-voz do Comitê Popular de Reforma Democrática, um das organizações que participam dos protestos, Akanat Promphan, disse que o objetivo é ocupar todos os prédios governamentais, exceto quartéis militares e tribunais.
O líder da oposição, Abhisit Vejjajiva, se uniu ontem aos protestos após anunciar que o governo tinha perdido a legitimidade por sua tentativa de conceder anistia a Thaksin Shinawatra, o irmão da premiê, Yingluk, que é acusado de usá-la como um fantoche para dirigir o país do exílio, além de buscar uma reforma "inconstitucional" do Senado.
Os protestos começaram em outubro passado para protestar contra as iniciativas legais do partido governista, Puea Thai, e se intensificaram no último domingo (24) com uma mobilização em massa e a ocupação, desde a segunda-feira (25), de dezenas de sedes ministeriais em Bancoc e em outras províncias.
Os manifestantes pertencem, em sua maioria, aos mesmos grupos de classe média e alta que apoiavam os "camisas amarelas", que ocuparam a sede do governo e os aeroportos de Bancoc em 2008.
O mesmo grupo também protagonizou as mobilizações que precederam o golpe de Estado de 2006 contra Shinawatra. O ex-governante conta com grande apoio nas zonas rurais do nordeste do país e vive no exílio para evitar a prisão depois de ter sido condenado a dois anos por corrupção.
Os seguidores de Thaksin e de sua irmã são conhecidos como "camisas vermelhas".