08 de julho de 2026
Geral

Falta de água se agrava com chuva

Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 4 min

O presidente do Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE), Giasone Cândia, fez ontem um apelo para que a população de Bauru economize água.  Ele disse ao JC que isso é necessário por causa das chuvas da noite anterior e da interrupção de energia elétrica em vários bairros da cidade. A cidade ficou com cinco bombas de captação de água paradas e sem uso por algumas horas.  Quatro delas foram restauradas até o meio-dia de ontem, mas a da Vargem Limpa, queimada, ainda passava por reparo elétrico até o fechamento desta edição. Com isso, a região do Jardim Redentor estava sem previsão de retorno do fornecimento.

 

Aceituno Jr.

Temporal de sexta-feira teve também várias interrupções de energia elétrica em bairros

Outro problema mais sério foi identificado na Estação de Tratamento de Água (ETA), onde as três máquinas tiveram avarias. Duas delas já estavam em condições de uso, mas uma ainda está com água suja, de forma que é preciso paciência da população, especialmente os moradores da Praça Portugal porque podem enfrentar um domingo sem abastecimento.


Toda a cidade pode sentir o reflexo dessa chuva. Ontem, Giasone Cândia, que passou a manhã em um programa de rádio, falando  sobre o desabastecimento,  lembrou que é um absurdo as pessoas “insistirem em lavar carro, calçadas, animal, em casa. Isso não é possível mesmo, de forma alguma. É algo inadmissível na atual conjuntura, lá na frente, quando tudo estiver sanado, normalizado, talvez as pessoas possam pensar em fazer isso, nos dias de hoje, não”.


Ele lembrou também que nos bairros baixos, as pessoas não podem pensar que não vai faltar água. “Não falta para elas, mas usam de forma desordenada que a água não chega nas torneiras dos bairros altos”, declarou o presidente do DAE.

 

Prefeitura interdita rua que é uma das ligações à av. José da Silva Martha

Em 9 de novembro o Jornal da Cidade publicava que “uma chuva mais forte fará “rodar” a passagem da rua Benevenuto Tiritan sobre o córrego Água da Forquilha, na Vila São Francisco. Informações obtidas pela reportagem dão conta que o processo de assoreamento ocorre há cerca de três anos e somente obras paliativas foram feitas pela Prefeitura de Bauru. Há pouco tempo um carro rodopiou na pista e quase caiu no córrego. Quando chove, o córrego enche e a água toma a rua, alagando uma extensa faixa da Benevenuto Tiritan que se torna intransitável para pedestres e carros”.


E não poderia ser diferente. Menos de um mês a forte chuva veio. E o local ficou intransitável. Buracos se formaram e a terra tomou conta da pista. Ontem pela manhã a prefeitura interditou o local. A reta é um importante acesso à avenida Comendador José da Silva Martha. Pedestres passavam pelo leito porque praticamente não existem mais calçadas.

Chuva volta a castigar pontos críticos

“Desta vez, foi mais transtorno que destruição e não houve nenhuma vítima grave, graças a Deus”, disse aliviado, ontem, o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, analisando os estragos da chuva da noite de anteontem. Como de praxe, o temporal causou alagamentos, transformadores foram atingidos por raios e casas foram invadidas por água onde não houve vazão suficiente pelas bocas de lobo.


Todos os pontos considerados mais críticos - região da rua Alfredo Maia e avenida Nações Unidas - foram castigados. O Córrego da Grama transbordou e encobriu a ponte da rua São Sebastião, principal via de acesso da região central a bairros como Nova Esperança. Já na rua Bernardino de Campos, na altura das quadras 23 e 24, muita lama e entulho originados das ruas de terra que a cruzam invadiram a via. Ainda na Vila Falcão, na rua dos Andradas, uma árvore caiu e foi preciso a intervenção dos bombeiros pela manhã, para fazer a retirada.


Não houve feridos. O maior problema ficou por conta da queda de transformadores que deixou parte da cidade, especialmente a zona norte e as regiões dos bairros Mary Dota e Jardim Gerson França, sem energia elétrica por algumas horas.


Segundo o Instituto de Pesquisas

Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o domingo será de temperaturas altas, com máxima de 32 graus e mínima de 20 graus, mas com áreas de instabilidade.


Há previsão de pancadas fortes de chuva no final da tarde e noite.