10 de julho de 2026
Saúde

Brasil deve ter mais de 576 mil novos casos de câncer em 2014


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Em 2014, o Brasil deve registrar 576.580 mil novos casos de câncer, conforme estimativa divulgada pelo Ministério da Saúde no último dia 27, quando é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer. Do total, a previsão é que 52% dos casos sejam registrados entre homens.

"A incidência em homens deve ser maior por eles estarem mais expostos a fatores de risco como tabagismo, má alimentação e consumo de bebidas alcoólicas", aponta Cláudio Noronha, coordenador de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O câncer de pele não melanoma será o de maior incidência em ambos os sexos, devendo afetar 182 mil pessoas.

Desconsiderando o câncer de pele não melanoma, estima-se que o maior número de casos de câncer nas mulheres será de mama, com 57.120 notificações. Já entre os homens, 68.800 serão relacionados à próstata.

Conforme o levantamento, os casos no cólon e reto devem acometer 15.070 homens e 17.530 mulheres, ficando em terceiro lugar entre eles e segundo entre elas. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, existe a possibilidade da criação de uma política específica para esse tipo de câncer. "Com essa estimativa, decidimos criar um comitê de especialistas para discutir se não está na hora de adotar medidas de rastreamento mais precoce de intestino baixo", explicou o ministro.

Já as estimativas para os cânceres de pulmão e estômago são 27 mil e 20 mil novos casos, respectivamente. De acordo com a pesquisa, há tendência de queda dos casos de pulmão nos homens e de colo de útero, nas mulheres. Em 2010, os cálculos apontavam 17.800 novos casos de câncer de pulmão em homens, enquanto a nova previsão é 16.400, para 2014. A previsão para colo de útero era 18.430 novos casos em 2010, sendo a atual é 15.590.

"Em relação ao câncer de pulmão que tivemos uma tendência de queda está diretamente ligada às campanhas contra o tabaco, o que mostra a importância da prevenção. Em relação ao colo de útero, tem a ver diretamente com a expansão do exame de papanicolau, e do tratamento depois do exame que evita o desenvolvimento do câncer", avaliou Padilha.


Casos

A maioria dos casos deve ser registrada no Sudeste (299.730), seguida pelo Sul (116.330). No Nordeste, a estimativa é 99.060 novos casos; no Centro-Oeste, 41.440 casos; e no Norte, pouco mais de 20 mil.

O surgimento do câncer, segundo o Ministério da Saúde, está diretamente relacionado ao envelhecimento da população, às mudanças na alimentação, à pouca prática de exercícios físicos e ao hábito de fumar. O câncer é a segunda causa de morte no país e no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares. "O câncer hoje já mata no Brasil três vezes mais que as doenças parasitárias, e quatro vezes mais que acidentes de trânsito. Tem que passar a ser uma grande prioridade do conjunto dos serviços públicos e privados de saúde", frisou o ministro.

A publicação lista os 19 tipos de cânceres mais comuns no Brasil. O estudo é feito pelo Inca com base nos registros de casos e mortes por câncer entre 2002 e 2011. A estimativa é divulgada a cada dois anos, com o objetivo de ajustar as políticas públicas na área de oncologia. No último estudo, divulgado em 2010, a estimativa era 520 mil novos casos, mas os dados do período ainda não foram consolidados.

Em 2012, o Ministério da Saúde aplicou mais de R$ 2 bilhões na assistência aos pacientes com câncer, crescimento de 26% em relação à 2010.

Uso diário de protetor solar reduz sinais de envelhecimento

Um estudo realizado na Austrália, publicado em junho deste ano no periódico Annals of Internal Medicine, constatou que pessoas que passam a fazer uso de protetor solar diariamente têm, após um período de quatro anos, uma chance 24% menor de apresentar sinais visíveis de envelhecimento da pele causado pelo sol em comparação às que não se protegem adequadamente.

Esse resultado vale também para quem tem mais de 40 anos, quando a pele já exibe danos causados pela exposição solar a longo prazo.

O estudo feito no Instituto de Pesquisa Médica da Universidade de Queensland, na Austrália, avaliou 903 pessoas de até 55 anos. Parte delas foi orientada a aplicar diariamente protetor solar com fator de proteção 15 no rosto, pescoço, braços e mãos. Elas deveriam usar o produto de manhã e após o banho, e reaplicá-lo caso passassem muito tempo no sol. O restante dos participantes foi orientado a usar protetor solar como bem entendessem.

Todos os voluntários foram acompanhados ao longo de 4,5 anos.

De acordo com a pesquisa, as pessoas do segundo grupo usavam protetor solar em três ou quatro dias a menos do que aquelas que foram orientadas a aplicar o produto com frequência. Os pesquisadores observaram melhora da pele de pessoas que já apresentavam danos na pele causados pelo sol e, em alguns casos, até melhorou o aspecto.