10 de julho de 2026
Internacional

Depois de onda de saques, greve da polícia de Córdoba é encerrada

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Córdoba, segunda maior cidade da Argentina com 1,3 milhão de habitantes, viveu desde terça-feira uma onda de saques e violência, com uma pessoa morta, 60 feridas e 52 presas. Os incidentes ocorrem por causa da greve da polícia estadual que começou anteontem.

Ontem as aulas e o transporte público foram suspensos e os bancos não abriram. Supermercados, concessionárias de motos, lojas de eletrodomésticos e residências foram depenados por moradores. Alguns locais foram incendiados.

Na manhã de ontem as principais emissoras de TV do país mostravam ao vivo cidadãos entrando nos supermercados e saindo carregados de coisas, sem se importar em mostrar a cara. Houve confrontos entre os criminosos e os poucos agentes que não aderiram à paralisação, como as tropas de elite.

No entanto, o policiamento não era suficiente na cidade, fazendo com que moradores e lojistas ficassem de vigília durante a madrugada, alguns deles portando armas de fogo. No bairro de Nueva Córdoba, no centro da cidade, moradores chegaram a parar motociclistas sob suspeita de serem saqueadores.

Fim da greve

A greve da polícia, chegou ao fim no início da tarde de ontem.

Os policiais pediam um salário mínimo de 13 mil pesos argentinos (R$ 4.997) - o atual é de 7 mil pesos (R$ 2.690). O governo aceitou aumentar para 8 mil pesos e a negociação foi encerrada.

Antes da greve ser encerrada, o secretário de Segurança, Sergio Berni, havia anunciado o envio de 2 mil homens da força policial ligada ao governo federal e ao Exército.

A decisão foi tomada depois que o governador da Província de Córdoba, José Manuel de La Sota, criticou a Casa Rosada e divulgou carta com o telefone de vários funcionários do gabinete presidencial.