08 de julho de 2026
Nacional

Cardozo e Aníbal trocam acusações

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O PSDB e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reeditaram ontem na Câmara troca de acusações sobre investigações de fraude em licitações do metrô de São Paulo feitas em gestões tucanas.

Em um dos momentos mais acalorados do debate, o secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal (PSDB), acusou o ministro de jogar lama sobre sua reputação e o desafiou a processá-lo. “Quanto tempo vai levar isso (a investigação), essa desgraça? Não me ameace com processo, ministro, faça. Eu disse o que eu achava do seu comportamento inadequado. Queria essa investigação limpa, transparente.”

O tucano se licenciou do governo estadual só para retomar seu mandato de deputado e poder confrontar o ministro, que participou de audiência pública na Câmara.

O embate surgiu após virem à tona documentos que apontam participação de políticos do PSDB em irregularidades. Aníbal, entre outros, é citado como próximo a um lobista acusado de intermediar pagamento de propina.

Em reposta ao secretário de Alckmin, Cardozo negou tê-lo ameaçado. “Um ministro não pode ser chamado de quadrilheiro. Disse (que iria processar Aníbal) não para ameaçar, mas porque não posso permitir que o ministro da Justiça seja injuriado.”

Tucanos acusam o ministro de usar o vazamento dos papéis como forma de encobrir o impacto das prisões de petistas no caso do mensalão.


Fim do sigilo

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) sugeriu aos deputados ontem que peçam à Justiça o fim do sigilo da investigação sobre fraudes na licitação do metrô de São Paulo e Distrito Federal. “Não há outra alternativa. Assim, o teor dos depoimentos, das investigações, será colocado ao publico. Eu não posso eu requerer isso, mas vossas excelências podem. Eu me comprometo a vir aqui trazer os documentos (se o sigilo cair)”, afirmou o ministro.

Cardozo também respondeu as críticas da oposição, que chegou a pedir a demissão dele do Ministério da Justiça. O ministro prometeu processar todos os que atacaram.