08 de julho de 2026
Nacional

SP tem 69 cursos com vestibular congelado

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O Estado de São Paulo concentra o maior número de cursos com vestibular congelado pelo Ministério da Educação. Ontem, a pasta divulgou a relação de graduações que receberam duas avaliações insatisfatórias sucessivas e, por isso, estarão impedidas de ofertar vagas já no final deste ano.

A relação completa de cursos e instituições atingidas está publicada no Diário Oficial da União. O link pode ser acessado pela página do JCNet (https://www.jcnet.com.br/Nacional/2013/12/mec-divulga-cursos-que-terao-vestibular-suspenso.html).

Ao todo, 270 cursos das áreas de ciências humanas, sociais aplicadas e afins, além de tecnológicos, foram punidos pelo governo federal. Esse grupo recebeu, em 2009 e 2012, nota 1 ou 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador de qualidade do ensino superior que leva em conta fatores como infraestrutura e formação do corpo docente.

São Paulo é o Estado com maior número de graduações punidas, seguido por Rio de Janeiro (29) e Paraná (26). Ao todo, estão bloqueadas 44.069 vagas - quase metade delas em administração (21.085). Na região de Bauru, foram suspensos cursos nas cidades de Botucatu e Garça (veja quadro).

Ainda foram divulgadas a lista de 60 instituições que receberam conceito 1 ou 2 seguidamente e, por isso, também serão alvo de medidas punitivas. Universidades e centros universitários perdem autonomia para abrir novos campi ou polos de educação à distância, por exemplo. Das 60 instituições, 23 estão no Nordeste. São Paulo, mais uma vez, é o Estado com maior número de instituições punidas (11).

Dos 270 cursos punidos, apenas sete estão em instituições federais. A maior parte delas poderá ser ofertada novamente apenas em 2015, uma vez que as graduações apresentaram viés negativo entre os anos de avaliação (saíram de um conceito 2 para 1, por exemplo).

É o caso, por exemplo, dos cursos de jornalismo e comunicação social da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), ciências econômicas da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), secretariado executivo da Universidade Federal do Amapá e jornalismo da Universidade Federal do Pará.