10 de julho de 2026
Nacional

Mais um PM é julgado por morte de juíza; testemunhas apontam ameaça

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O tenente da Polícia Militar, Daniel Benitez, acusado de arquitetar a morte da juíza Patrícia Acioli, poderia ser condenado a mais de 30 anos de prisão ainda ontem. O julgamento dele ocorria desde a manhã de ontem no Tribunal do Júri de Niterói, região metropolitana do Rio. Até o fechamento desta edição, o julgamento ainda não havia terminado.

A magistrada foi assassinada com 21 tiros, em 11 de agosto de 2011, quando chegava em casa, após sair do Fórum de São Gonçalo, também na região metropolitana. Outros cinco policiais militares já foram condenados por participação no crime.

Até o início da noite, quatro das dez testemunhas arroladas para o julgamento de Benitez já tinham prestado depoimento. Duas delas chegaram a afirmar que foram ameaçadas de morte pelo tenente, que é acusado de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha armada.

A advogada Ana Cláudia Lourenço disse em juízo que soube que o tenente queria matá-la através do PM Jefferson Miranda - condenado a 26 anos de prisão por participar da morte da juíza - porque o réu teria antipatia por ela. A advogada disse ainda que sofreu ameaças de agressão física.

A defesa de Benitez negou as acusações e tentou convencer a inocência do seu cliente aos jurados dizendo que as ameaças não partiram diretamente do réu. O inspetor afirmou que foi ameaçado diversas vezes por telefone por homens que se diziam PMs e mandavam ele parar a investigação da morte da juíza.