08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Os rumos da juventude


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Antigamente, era tudo diferente. Os jovens iam para a escola e tinham que tirar notas boas para passarem para o próximo ano. Os professores eram respeitados, não só pelos alunos, mas também pelos pais e pela sociedade em geral. Tínhamos que pedir a benção dos nossos pais e avós ao os encontrarmos. Crianças dormiam cedo e os jovens tinham horário para voltar para casa. Uma palmada era permitida. O cidadão era formado dentro de casa.

Hoje, a realidade é outra! Os jovens não precisam de tanta dedicação para progredirem na escola. Os pais não cobram boas notas dos filhos. O que vemos são os pais em atrito com os profissionais da educação pelos seus filhos não terem tirado notas boas (como se os professores devessem conceder as notas que os pais acham que seus filhos merecem).

Os pais e os avós não são respeitados pelos jovens dentro de suas próprias casas e, em casos extremos, um filho chega a matar os familiares para poder herdar seus bens. Os filhos não precisam mais chegar em casa cedo. Várias crianças e adolescentes transitam pelas ruas durante a madrugada. As drogas ganharam força no meio dos jovens. As pessoas estão presas em suas casas, mas os jovens infratores estão andando por aí, já que não atingiram a maioridade penal.

Mas a juventude está indo para o meio das ruas, está brigando por um mundo melhor, está lutando pelos nossos direitos, está lutando contra as injustiças e contra a corrupção. Sim, a juventude atual, antes tratada como alienada, está tomando a iniciativa.

Mas só isso não muda o mundo. O respeito, os valores e a educação, onde estão? É preciso lutar pelos nossos direitos lá fora sem esquecer tudo aquilo que aprendemos dentro de casa.


Caio Henrique Pereira