11 de julho de 2026
Polícia

Polícia não acredita que travesti foi assassinado por homofobia

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 1 min

A Polícia Civil segue com as investigações dos dois homicídios ocorridos anteontem em um curto intervalo de tempo na região da Vila Dutra, em Bauru. Após as diligências, a investigação aponta que a morte do travesti Ariedson Brito de Oliveira, conhecido como Thays, não teve relação com homofobia.

A vítima, de 27 anos, foi atingida na tarde de domingo por um tiro no tórax na república em que morava com outras cinco travestis, na quadra 2 da rua Antônio Euclides Ribeiro, no Parque Real.

Conforme o JC divulgou ontem, um grupo de aproximadamente oito pessoas chegou ao imóvel atirando pedras contra o local.

“O que se percebe ali é um crime de extrema intolerância envolvendo perturbação de sossego. Mas não é um crime por homofobia”, explica o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja. Dois suspeitos (adolescente de 14 anos homem de 21 anos) foram detidos pela PM e acusados da participação no crime. As residências foram vistoriadas, contudo, nada foi localizado.

Pela manhã do mesmo dia, oito tiros nove milímetros mataram o comerciante Osman Francisco dos Santos, 49. Caso é investigado.