08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Que República é essa?


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No dia 15 de novembro de 2013, em pleno feriado da Proclamação da República, estava com minha família na feira livre do Jardim Redentor em Bauru, e presenciei pessoas da associação de moradores desta região coletando assinaturas contra o fechamento da EMEI Gasparzinho no bairro, da qual fiz questão de assinar. Pois bem, uma escola que está aberta desde a década de 70 e tantas crianças que por ali passaram, vem agora a ameaça proveniente da irresponsabilidade do poder público que pode levar essa escola para outro bairro que fica a quilômetros de distância, obrigando alunos e pais a caminharem intensamente ou mesmo serem obrigados a recorrer ao transporte público para encontrar escola para suas crianças.

Isso é revoltante, pois meus filhos estudaram ali e guardamos ótimas lembranças desse tempo. E nos fica a pergunta: o que o senhor prefeito municipal está fazendo para reverter isso? A resposta é clara: "Nada". Como sempre, se esconde e se omite. A Bíblia traz uma direção clara quando nos diz em Provérbios 22:6 ? "Instrui a criança no caminho em que deve andar, e mesmo quando envelhecer não se desviará dele", e no que tange o poder público a escola é a ferramenta certa, porém, desprezada pelos políticos, que preferem deixar o povo refém de seus artifícios eleitoreiros.

Estamos cansados de ser enganados em tudo e por quase todos os políticos desse país, e a população foi às ruas nos últimos tempos. E entre tantos pedidos que foram feitos, dois deles foram mais efusivos: a moralidade com a coisa pública e o fim da corrupção. No fundo, uma coisa só. Os protestos tinham endereço certo: o poder público. Como o agente político virou sinônimo de coisa errada, agentes públicos de todos os "poderes" estão fingindo que a coisa não é com eles. E se o povo clama por Justiça, como podem fingir que a conversa não é com eles? Ora, o povo os paga, e muito bem, para que promovam a Justiça Social. E se a mesma lhes falta, de quem é a culpa?

Todos esses fatos deixaram claro que os políticos precisam ouvir a voz das ruas. E os outros agentes do Poder Público, os vitalícios e "concursados", também precisam saber que são ferramentas importantes nesse processo, e não podem ficar fingindo que a conversa não é com eles. Esses "coitadinhos" que têm carro, combustível, motorista e telefone pagos pelo erário público. Senhores e senhoras, fechar uma escola infantil é imoral, não é legal. Pode até ser permitido por Lei, mas é um esbulho contra a população. E quem avança sobre o que é do povo, não age com honestidade e legitimidade.

O dia 15 de novembro de 1889 ficou marcado pelo levante político-militar ocorrido que instaurou a forma republicana federativa presidencialista de governo no Brasil sob a liderança dos ilustres que compuseram a primeira formação republicana, sendo eles: marechal Deodoro da Fonseca como presidente da República e chefe do Governo Provisório; o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente; como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, derrubando a monarquia parlamentarista do Império do Brasil e, por conseguinte, pondo fim aos caprichos e desmandos do imperador dom Pedro II. Esse ímpeto republicano deveria ser posto em prática contra a política atual.

Rogerio Augusto Geraldo - Bacharel em Teologia e pastor do Ministério de Ensino na Igreja Cristã Unção e Comunhão em Bauru