09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Consciência política de uma cristã


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Meditando sobre algumas questões que foram publicados no Jornal da Cidade do dia 16/11, sobre o projeto do vereador Paulo Eduardo de Souza, que propõe a distribuição de contraceptivos para adolescentes, entendi que não é um pastor que se posiciona e sim um grupo de pastores que defende os princípios familiares; entendi também que princípios morais e espirituais devem, sim, fazer parte dessa discussão, pois trata de valores que norteiam a vida de quem debate a questão ? pois não há uma pessoa que não possua valores morais ? ainda que não coincidam com os nossos. Principalmente para o verdadeiro cristão não existe um universo espiritual e outro secular, os dois devem andar juntos, até aí concordo plenamente, temos sim que como cristãos defender os valores familiares e tentar resgatar os que se perderam, perfeito... Mas me pergunto, por que o Conpev não procurou o vereador Paulo Eduardo, que também é cristão, e tentou mostrar que o projeto poderia ser melhor direcionado, com propostas de ensinamento de princípios cristãos nas escolas municipais, por exemplo? A Bíblia nos ensina que não devemos apontar o dedo, e sim tentar a conciliação e a conscientização e reconhecimento do erro, principalmente quando este professa a mesma fé.

E eu, cá com meus botões, também fiquei pensando e gostaria até que algum dos senhores vereadores e/ou senhora vereadora me elucidassem a questão: é permitido a um vereador que de posse de um projeto, que ainda não foi votado, possa repassá-lo livremente a um simples munícipe ou também a um de pessoas, como fez o senhor vereador Roberval Sakai, com o referido projeto, repassando-o ao Conpev? Deixo também expresso aqui uma pergunta para nossa reflexão como cristãos: O que nós estamos fazendo para orientar (não só sexualmente) as crianças, adolescentes e jovens, que não estão no seio de uma igreja cristã?

Muitas vezes, não cuidamos nem dos jovens que estão em nossas igrejas, às vezes muitos deixam de frequentá-la, e nós, o que fazemos? Visitamos? Procuramos saber o que está acontecendo? Você pastor, conselheiro do Conpev, tão preocupado em discutir projetos nas esferas políticas, costuma preocupar-se com a ausência dos adolescentes, jovens que deixaram de frequentar sua igreja? Então, antes de nos preocuparmos tanto com projetos como esse, deveríamos nos preocupar em fazermos nossa parte como cristãos que somos, pois quando isso acontecer, projetos como esse serão desnecessário.

Angélica Queiroz