Não vivemos hoje em uma verdade de jovens alienados, vivemos em uma sociedade de cidadãos (sendo eles jovens ou senhores) conformados. A última atuação marcante do protagonismo juvenil no Brasil foi sim ao fim da ditadura militar, porém, em 2013, jovens pelos motivos mais variados que sejam saíram as ruas mostraram seus rostos e reivindicaram pelos seus direitos. Vândalos? Vagabundos? Irresponsáveis? Baderneiros? Acredito que não, apenas.
Infelizmente, os protestos perderam seu foco, partiram para manifestações violentas, mas a culpa a toda da má fé dos mesmos? E a educação, onde é que está?! Não foram educados para tal, não sabem hoje quais são os seus direitos, e então, como saber lutar pelos mesmos? Ah, a educação, lembrei! Estão lutando por ela também, para que seja no mínimo decente para que eles aprendam pelo menos história e não queremos muito não, queremos saber da nossa história que é privado do ensino e não queira nos dizer que é por falta de professores capacitados, como jovem universitária que cursou todo ensino em escola pública não consigo me lembrar de uma única vez que foi explicado para nós o que foi a ditadura, porque ocorreu, o que foram esses jovens que saíram as ruas nessa época. Pelo menos não numa linha cronológica que facilite o entendimento para nós jovens.
Agora querem ensinar como fazer uma manifestação? Aliás, para onde foram essas manifestações? Pararam, entramos todos em comum acordo? Não da minha parte. Estamos ainda em crescimento, não sabemos como, mas já sabemos onde queremos chegar e melhor, o que queremos quando chegarmos lá. E podem perguntar a qualquer um desses vândalos, vagabundos, irresponsáveis, baderneiros qual foi a sensação de sair a rua e vestir a camisa do seu país e não mais para ver a uma partida de futebol, com toda a certeza de um coração jovem que acredita e espera mudanças, que a partir do começo dessa nova era, qual a sensação que registraria esse momento, acreditem que a resposta não será menos que insana!
Marilia Rodrigues de Pontes