A presidente Dilma Rousseff apresentou, nesta quarta-feira (11), em Brasília, um balanço dos resultados para a indústria em 2013 e destacou a importância de parcerias público-privadas. Ela discursou na abertura do 8º Encontro Nacional da Indústria, realizado na capital federal.
"Neste ano foram muitas as medidas e decisões tomadas em prol da indústria brasileira. Em poucos momentos da nossa história o desenvolvimento da indústria esteve tão no meio de nossas preocupações e decisões", afirmou Dilma.
Ela destacou a redução das tarifas de energia elétrica, antigo pleito da indústria, e afirmou que, para reduzir a carga tributária, reclamação constante de empresários e industriais, será necessário "mais empenho".
"Fizemos muito para reduzir e racionalizar a carga tributária brasileira, mas é preciso reconhecer que as dificuldades e barreiras existentes diante do desafio de promover uma efetiva reforma tributária no país vai exigir de nós ainda mais empenho e determinação", disse.
Para a presidente, o cenário pessimista levantado por alguns especialistas diante da crise econômica internacional, não se confirmou e o Brasil avançou em questões econômicas cruciais.
"Rendermos ao pessimismo nos imobiliza e nos torna incapazes de vislumbrar, em meio às dificuldades do cenário internacional, os avanços possíveis. [...] Os indicadores da economia persistem positivamente, mostrando a continuidade de uma trajetória sustentável de crescimento com a inclusão social", disse.
Concessões
Dilma destacou os resultados obtidos nos recentes leilões de aeroportos, rodovias e campos de exploração de petróleo e gás, destacando o do Campo de Libra. Para a presidente, as parcerias entre governo e empresas é "essencial e crucial".
"E eu não falo apenas de recursos econômicos, mas falo sobretudo da capacidade de gestão do setor privado brasileiro tem imprimido nos investimentos de infraestrutura para resultar em um processo no qual nós tenhamos ganhos de eficiência e de produtividade destes investimentos", afirmou.
A presidente prometeu novas concessões para o ano que vem, priorizando ferrovias, arrendamento de novas áreas em portos e autorização de Terminais de Uso Privativo (TUPs) nos portos.
"Acredito ser essencial o Brasil investir em parceria com o setor privado em um sistema ferroviário de porte nacional. Isso porque é inadmissível que um país de dimensões continentais não tenha esse investimento", afirmou Dilma.
Ela disse ainda, que a falta de investimentos no setor nos dois últimos séculos é "imperdoável" e agora o país precisa recuperar o tempo perdido. "O século 21 exigirá um sistema ferroviário de porte internacional", disse.
Participaram do evento, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Educação, Aloízio Mercadante, do Desenvolvimento, Fernando Pimentel e o ministro interino de Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Elias, além do senador Armando Monteiro (PTB-PE), o presidente do BNDES, Luciano Coutinho e o presidente da CNI, Robson Andrade.