10 de julho de 2026
Nacional

Sob gritos de ?assassina?, mãe de Joaquim deixa cadeia de Franca


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Sob gritos de “assassina”, Natália Mingoni Ponte, 29 anos, mãe do menino Joaquim Ponte Marques, 3 anos, deixou a cadeia pública de Franca (309 km de São Paulo) no final da tarde desta quarta-feira (11).


Ela saiu em um carro descaracterizado da polícia, acompanhado por um outro veículo caracterizado e com luminosos acesos. As pessoas que aguardavam a saída bateram com as mãos no carro.


A libertação dela ocorreu após liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) do pedido de habeas corpus feito pelo advogado Ângelo Carbone, que não representa oficialmente Natália.


Ele, que disse acreditar na inocência da mãe de Joaquim, afirmou que teve uma audiência com o desembargador Péricles Piza e apresentou as suas argumentações para soltá-la.


Natália estava presa desde o dia 10 de novembro quando o corpo do menino foi encontrado no rio Pardo, em Barretos (238 km de Bauru). Ela e o marido, Guilherme Raymo Longo, 28 anos, são investigados pela polícia pela morte da criança.


Longo, padrasto do menino, é apontado pela polícia e pelo Ministério Público o principal suspeito. Ele continua preso temporariamente na Delegacia Seccional de Barretos.


O advogado Cássio Alberto Gomes Ferreira, que representa Natália, afirmou que ela será levada pelos pais para uma casa fora de Ribeirão Preto (213 km de Bauru), onde ela morava, e também fora de São Joaquim da Barra (271 km de Bauru), sua cidade natal.


O destino não foi divulgado, mas ele disse que Natália ficará à disposição do delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pelas investigações.


A prisão de Natália havia sido prorrogada na segunda-feira pela juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos Bezerra, da 2.ª Vara do Júri e das Execuções Criminais de Ribeirão. O pedido foi feito pela polícia para concluir as investigações.