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Malavolta Jr. |
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Prefeito Everton Octaviani contará com médico cubano para melhorar atendimento |
Em meio à grave crise que afeta o setor da Saúde em Agudos (leia mais abaixo), o município vai passar a contar com reforço extra. Por meio do programa Mais Médicos, do governo federal, a prefeitura conseguiu viabilizar a vinda de um médico cubano para atuar no Programa Saúde da Família (PSF). O profissional chegará em Agudos hoje à noite. Outros dois médicos devem desembarcar na cidade ainda neste ano.
Segundo a secretária de Saúde de Agudos, Marli Rondina, o município pode receber até 14 profissionais, total que o prefeito Everton Octaviani (PMDB) quer atuando na cidade no primeiro semestre de 2014. “Vamos aceitar todos os 14 profissionais que nos forem viabilizados. A nossa estratégia é reforçar a rede básica de saúde, o que inclui o PSF e os postos de saúde, para ampliarmos ainda mais o acesso da população ao atendimento médico”, ressalta Marli.
As cidades contempladas pelo Mais Médicos são responsáveis por oferecer moradia e alimentação aos médicos. Em Agudos, adianta Marli, a prefeitura já viabilizou toda a infraestrutura necessária para receber os profissionais. Ainda segundo ela, o médico que chega hoje é um clínico geral, assim como todos os outros que aderiram ao programa.
“Trata-se de oportunidade que, sem dúvida, ajudará e muito a melhorar a qualidade e acessibilidade do atendimento na Saúde de Agudos”, afirma o prefeito. “A prefeitura tem total interesse neste projeto, com o objetivo de beneficiar a população, já que a saúde é um serviço de direito de todos e de extrema necessidade e importância. Faremos o que for necessário para termos os 14 médicos clinicando em Agudos ainda no primeiro semestre de 2014”.
O programa
Lançado no último dia 8 de julho pelo governo federal, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que tem como objetivo acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e UBS e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país.
Os profissionais do programa recebem bolsa de R$ 10 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos selecionados. Os médicos brasileiros têm prioridade no preenchimento dos postos apontados e as vagas remanescentes são oferecidas aos estrangeiros.
Crise na saúde
O atendimento médico de urgência e emergência em Agudos vem sendo alvo frequente de reclamações de usuários. A Associação do Hospital de Agudos (AHA), que recebe verba da prefeitura para gerenciar o PS, diz que a demanda aumentou muito nos últimos anos por ineficiência da rede básica de saúde.
No dia 11 de novembro, a Câmara aprovou a abertura de CEI para apurar denúncias de irregularidades na aplicação de verbas repassadas ao PS e no cumprimento da jornada de trabalho dos médicos plantonistas. No final do mês, a prefeitura anunciou que irá assumir a gestão do PS até 1 de fevereiro do ano que vem.
No início da semana, o provedor do Hospital de Agudos, Sérgio de Abreu Camargo, denunciou aos vereadores que 20% da verba destinada mensalmente à AHA para manter o PS é usada, por determinação da prefeitura, para pagar profissionais indicados pela pasta da Saúde que não mantêm vínculos com os serviços de urgência e emergência.
A lista de “fantasmas” incluiria médico veterinário, dentista, fisioterapeuta e até morador de outro país. Atualmente, segundo Camargo, dos R$ 430 mil destinados por mês ao PS, R$ 90 mil têm outra destinação. O “rombo” ao final do ano chegaria a R$ 1,1 milhão.
Além disso, o hospital seria obrigado a realizar cirurgias particulares em pacientes “indicados” pela administração com verba destinada ao PS. A prefeitura nega as acusações.