O ex-agente do FBI, Robert Levinson, que desapareceu durante uma viagem a uma ilha iraniana no Golfo Pérsico, em março de 2007, não era um funcionário do governo quando desapareceu, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, nesta última sexta-feira (13).
"Ele não era um funcionário do governo dos EUA quando fez essa viagem", disse Carney, em resposta a uma reportagem da Associated Press que dizia que Levinson estava trabalhando para a Agência Central de Inteligência (CIA) quando desapareceu.
"Como há uma investigação em curso sobre o seu desaparecimento, eu não vou fazer mais comentários sobre o que ele pode ou não ter feito no Irã", disse Carney, dizendo que a agência foi "altamente irresponsável" em publicar tal informação.
A Associated Press e o jornal "The Washington Post" informaram ontem que Levinson não era um cidadão em uma viagem de negócios para o Irã, como o governo dos EUA havia dito, mas que estava trabalhando para uma operação da CIA.
Segundo a agência, uma equipe de analistas sem autoridade para executar operações de espionagem pagou Levinson para reunir informações do Irã.
A CIA pagou a família de Levinson US$ 2,5 milhões para evitar uma ação judicial que iria revelar o caso. Três analistas veteranos foram forçados a sair da agência e outros sete foram disciplinados, ainda segundo a Associated Press.
O advogado da família de Levinson confirmou a versão de que ele era ligado a CIA e estava investigando possível caso de corrupção no Irã.
O advogado disse que a divulgação de mais detalhes sobre o que Levinson estava fazendo no Irã ode aumentar o risco para ele, assumindo que ele ainda está vivo.
Em texto, a Associated Press explica que aceitou adiar a publicação da notícia em três ocasiões, diante da alegação do governo americano de que havia pistas promissoras para o regresso de Levinson em segurança.
Não há qualquer foto, vídeo ou evidência de que Levinson esteja vivo desde 2011.
Aos 65 anos, Levinson seria o cidadão americano a permanecer mais tempo no cativeiro, caso esteja vivo. O Irã afirma ignorar o paradeiro de Levinson.