No último dia do velório do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, em Pretória, milhares de pessoas desesperadas por uma chance de ver de perto o ídolo tiveram de ser contidas pela polícia, ontem. Ainda durante a manhã de ontem, o governo informou que não iria aceitar que mais pessoas entrassem na fila, que àquela altura já era maior do que nos dois dias anteriores de velório.
A estimativa é que cerca de 50 mil pessoas tenham deixado para ontem a visita ao corpo do ex-presidente, que ficou exposto no Union Building, a sede do poder Executivo, na capital sul-africana.
O pedido para que as pessoas fossem embora provocou cenas de fúria.
Em determinado momento, um grupo de pessoas chegou a investir contra o cordão de isolamento da política, mas acabou sendo contida. Ninguém se feriu com gravidade. “Não me importo de esperar, hoje é o último dia, e eu preciso lhe dizer obrigado. Sou quem eu sou e estou onde estou por causa desse homem”, disse Elise Nkuna, moradora de Johannesburgo.
Intérprete já foi acusado de homicídio, diz TV
O governo sul-africano investiga acusação de que Thamsanqa Jantjie, 34 anos, o polêmico intérprete de sinais escalado para traduzir para surdos os discursos na homenagem a Nelson Mandela, estaria envolvido em um homicídio.
A informação foi dada por uma porta-voz da Presidência, que não revelou mais detalhes do caso.
De acordo como uma TV sul-africana, Jantjie teria sido acusado de homicídio em 2003. Antes, teria sofrido acusações de estupro, assalto, arrombamento de casa e sequestro.
Ainda de acordo com a reportagem, da rede sul-africana eNCA, a maioria das acusações contra ele foram arquivadas, em alguns casos porque ele foi declarado mentalmente incapaz de ser julgado.
Anteontem, Jantjie disse à imprensa do país que sofre de esquizofrenia e que teve alucinações no palco e que viu anjos.