11 de julho de 2026
Esportes

São Paulo: oposição boicota reunião, e reforma do Morumbi fica indefinida

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A diretoria do São Paulo esperava aprovar na noite desta última terça-feira (17) o projeto de cobertura do Morumbi. No entanto, conselheiros membros da oposição boicotaram a reunião em que o projeto seria votado e, sem quórum mínimo, a definição foi adiada.

Para acontecer era necessária a presença de 177 dos 235 conselheiros do clube (equivalente a 75% dos membros), mas os conselheiros oposicionistas ficaram do lado de fora do salão nobre, local onde ocorreu a votação, para impossibilitar o pleito.

Segundo Marco Aurélio Cunha, um dos líderes da oposição, apenas 127 conselheiros entraram no salão nobre.

Ainda de acordo com Cunha, o boicote ocorreu pela falta de transparência no contrato com a construtora Andrade Gutierrez, responsável pela obra de cobertura, a construção de dois prédios de estacionamento e uma arena de 28 mil lugares. Ele disse que ninguém da oposição teve acesso ao documento.

Já há um contrato firmado pela diretoria com a construtora Andrade Gutierrez para realizar as obras, mas o acordo só terá validade após passar pela aprovação dos conselheiros. A obra terá custo de R$ 460 milhões e duração de um ano e meio.

"Nós somos a favor do projeto de melhoria do estádio, mas não concordamos com a forma escolhida para realizar a votação. Não é possível definir um assunto importante para o futuro do clube em uma reunião agendada às vésperas Natal, sem ter tornado o contrato de conhecimento de todos, de forma transparente", disse Cunha.

O cartola disse também que os conselheiros desejam agendar uma reunião preliminar no conselho para a apresentação do contrato.

A reportagem tentou entrar em contato com membros da diretoria para comentar a votação, mas não obteve retorno.

A reforma

O projeto de reforma do Morumbi foi apresentado em 20 de dezembro de 2011. Em parceria com a construtora Andrade Gutierrez, o São Paulo previa a construção de uma cobertura metálica no estádio do Morumbi e um hotel perto do portão principal, na avenida Giovani Gronchi.

Em agosto de 2012, o clube anunciou uma mudança importante no projeto. O hotel deixou de existir no projeto e deu lugar a dois prédios de estacionamento.

Pelo contrato firmado com a diretoria e que aguarda aprovação, a Andrade Gutierrez poderá explorar comercialmente o estádio do Morumbi após a reforma por dez anos, com possibilidade de renovar por mais dez anos.

O São Paulo não terá gastos com a obra, ficará com a receita total dos jogos no estádio, mas abrirá mão de receitas de eventos e shows promovidos pela construtora.