09 de julho de 2026
Internacional

Barack Obama recebe executivos preocupados com vigilância da NSA


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O presidente Barack Obama recebeu ontem executivos das principais empresas de Internet e de telecomunicações dos Estados Unidos, alarmadas com a vigilância exercida pelas agências de inteligência, no momento em que a constitucionalidade dessas operações se vê questionada pela Justiça.

Google, Microsoft, Yahoo, Facebook, Twitter, Netflix, LinkedIn, Comcast e AT&T: a elite do setor compareceu à reunião de ontem de manhã na Casa Branca.

O encontro foi descrito pelo governo como uma “oportunidade para abordar questões de segurança nacional e as consequências econômicas da difusão de dados das operações de inteligência sem autorização”.

A Presidência se referiu dessa forma às revelações feitas meses atrás pelo ex-analista de inteligência Edward Snowden sobre o alcance da espionagem realizada pelo governo americano por intermédio da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).

Há uma semana, as gigantes da internet - sete delas presentes na reunião com Obama - publicaram uma carta aberta ao presidente, reivindicando a regulação dessas práticas. Para as empresas, os últimos episódios comprometeram a confiança dos usuários.

“Compreendemos que os governos têm o dever de proteger os cidadãos. Mas as revelações deste verão (no hemisfério norte) expuseram a necessidade urgente de se reformar as práticas governamentais de vigilância no mundo”, escreveram.

Obama e os executivos não divulgaram qualquer declaração ao término do encontro, que aconteceu no sala Roosevelt da Casa Branca. Fotógrafos foram autorizados apenas por alguns segundos.

De acordo com o material vazado por Snowden, a NSA consegue invadir programas encriptados, em um procedimento normalmente adotado nos protocolos de segurança on-line. Além disso, as empresas americanas teriam “cooperado” com a NSA, dando à agência “pontos de entrada” em seus softwares, ou fornecendo ao governo informações sobre seus usuários.

Justiça

A reunião de ontem coincidiu com um golpe na Justiça sofrido pela NSA, depois que um juiz de Washington considerou que a coleta de metadados das comunicações por telefone de um cidadão representava um “atentado à vida privada” e era, sem dúvida, inconstitucional. No texto, o magistrado também alega que o procedimento de vigilância do governo é “quase orwelliano”.