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Reuters |
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O asilo do ex-prestador de serviço da NSA na Rússia termina em agosto de 2014 |
O Brasil não está considerando oferecer asilo a Edward Snowden, mesmo depois de o ex-prestador de serviço da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos EUA se colocar à disposição para ajudar nas investigações sobre o monitoramento norte-americano no País, afirmou o Ministério das Relações Exteriores ontem.
O governo brasileiro não recebeu nenhum pedido oficial de Snowden desde que ele chegou a Moscou, em junho, disse um porta-voz do Itamaraty. Sem um pedido formal, o asilo não será considerado, acrescentou.
Snowden ofereceu contribuir para as investigações em uma “Carta Aberta ao Povo do Brasil” publicada ontem na “Folha de S. Paulo” que faz parte de uma campanha on-line em apoio ao asilo e será enviada a autoridades brasileiras, segundo o jornal.
O norte-americano, asilado temporariamente na Rússia, denunciou neste ano ações de espionagem eletrônica dos EUA em várias partes do mundo, incluindo as comunicações da presidente Dilma Rousseff.
“Muitos senadores brasileiros pediram minha ajuda com suas investigações sobre suspeita de crimes contra cidadãos brasileiros. Expressei minha disposição de auxiliar, quando isso for apropriado e legal, mas infelizmente o governo dos EUA vem trabalhando muito arduamente para limitar minha capacidade de fazê-lo”, disse Snowden na carta, escrita originalmente em inglês, de acordo com o jornal.
Snowden, cujo asilo na Rússia expira em agosto, pediu anteriormente asilo ao Brasil e a vários outros países após revelar os programas de espionagem do governo norte-americano, mas o Itamaraty optou por não responder a solicitação.
O Senado criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de espionagem da NSA no Brasil e quer ouvir Snowden. Parlamentares pediram permissão à Rússia para entrevistar Snowden, mas não receberam nenhuma resposta, disse um assessor parlamentar.
Vazamentos feitos por Snowden mostraram os alvos e métodos de espionagem da NSA a partir do rastreamento de e-mails e grampeamento das comunicações, inclusive de outros líderes mundiais, além de Dilma.