10 de julho de 2026
Nacional

PF investiga possível fraude no Enem

Por Paulo Peixoto e Fábio Takahashi | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução Internet

Fiscal é suspeito de ter recebido R$ 10 mil para trabalho

A Polícia Federal (PF) vai investigar um grupo suspeito de fraudar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano na cidade de Barbacena, região central de Minas Gerais. A suspeita é que um fiscal de prova tenha recebido R$ 10 mil para fornecer cópias do exame para o grupo, no início da aplicação.

A quadrilha, então, resolvia as questões e passava as respostas a candidatos por meio de mensagens de celular ou por pontos eletrônicos.

A investigação surgiu a partir de outra apuração - ambas iniciadas pela Polícia Civil de Minas Gerais. Na primeira, 36 pessoas já foram indiciadas sob suspeita de fraudar vestibulares de medicina.

Durante essa investigação, a polícia levantou indícios de que o grupo também pode ter fraudado o Enem. A polícia mineira afirma haver áudios e trocas de mensagens em que os suspeitos comemoram o índice de acerto no exame.

Como o Enem é organizada pelo governo federal, a apuração foi agora remetida à PF. Não foram divulgados nem o nome do fiscal nem quantos candidatos podem ter se beneficiado do esquema. A polícia mineira informou apenas que esses alunos podem ter pago entre R$ 70 mil e  R$ 100 mil pelas informações.

Esta é a primeira denúncia de fraude contra a edição 2013 do Enem, que teve mais de 7 milhões de inscritos.

O exame já sofreu com vazamento de prova (2009) e antecipação de perguntas a alunos do Ceará (2011).

Ontem, a PF confirmou que recebeu as informações da polícia mineira e abriu investigação. Há divergências, porém, em relação à avaliação inicial do órgão federal sobre o caso.

A polícia de Minas divulgou que “o delegado federal Paulo Henrique (...) afirmou: ‘numa analise preliminar, tudo indica que foi uma fraude pontual em Barbacena’.”

Já o Inep (órgão federal responsável pelo Enem) afirmou que “até o momento, de acordo com a Policia Federal, não existe qualquer elemento que indique, mesmo de forma pontual, que qualquer candidato tenha sido beneficiado”.