Na semana passada, o governador Geraldo Alckmin anunciou uma das medidas de maior impacto na área da saúde para os próximos anos no Estado de São Paulo. Numa atitude de ousadia administrativa, o governador mais que dobrou o volume de recursos que serão repassados às Santas Casas e hospitais beneficentes a partir de 2014. O valor salta dos R$ 222 milhões repassados este ano para R$ 535 milhões no ano que vem. Feitas as contas, chegamos à conclusão de que se trata de um aumento imediato de mais de 140%. Sem dúvida, uma decisão ousada do governador.
Uma decisão que mostra que o Governo do Estado de São Paulo tem um comportamento proativo diante de suas prioridades, e a saúde pública é uma delas. Com esse acréscimo de 140% no montante de recursos investidos em hospitais de todas as regiões do Estado, o governador Geraldo Alckmin mostra que seu governo não é um governo de discurso, de blá blá blá, mas um governo de atitudes, que coloca em prática aquilo que considera importante para o povo paulista. E a excelência na qualidade dos serviços prestados pelas Santas Casas e hospitais beneficentes é uma meta a ser alcançada, pois beneficia diretamente a maior parte da população, que é a parcela que não tem condições financeiras de pagar um plano de saúde. Por isso, depende exclusivamente do atendimento público, que ao longo dos anos tem sofrido uma degradação por conta das dívidas que tem afetado seriamente a sobrevivência das Santas Casas e hospitais beneficentes.
Dívidas provocadas, em sua maioria, pela irresponsabilidade do governo federal, em especial do Ministério da Saúde, comandado pelo ministro Alexandre Padilha. Há mais de dez anos, portanto desde que o PT passou a ditar as regras no País, não houve nenhum reajuste da tabela de valores que o Sistema Único de Saúde (SUS) paga aos hospitais pela prestação de serviços médicos à população. Isso significa que o valor pago pelo governo federal às Santas Casas e hospitais beneficentes por uma consulta, uma internação, uma radiografia e muitos outros serviços é exatamente o mesmo de dez anos atrás.
Lembrando que durante este período praticamente tudo teve seu preço reajustado por conta da inflação, menos a tabela do SUS. Com isso, os hospitais foram se endividando, pois os valores repassados pelo Ministério da Saúde não cobrem o custo dos procedimentos. Essa irresponsabilidade levou muitos hospitais à porta da falência, muitos encerraram o atendimento, e o grande prejudicado foi o paciente que não tinha aonde recorrer, a não ser o sistema público de saúde.
Diante dessa situação caótica, o governo de São Paulo decidiu agir. Decidiu que não seria um expectador dessa tragédia na saúde pública, que afeta milhões de cidadãos paulistas. Decidiu fazer diferente do governo federal. Ao invés de apenas assistir a uma morte anunciada, como tem feito o ministro Alexandre Padilha, o governador Geraldo Alckmin mais que dobrou os investimentos no setor para garantir um atendimento justo àqueles que pagam seus impostos e têm direito de receber de volta um atendimento médico e hospitalar de boa qualidade. É uma questão de respeito ao povo paulista. E é uma questão de honra para o Governo do Estado de São Paulo.
O autor, Pedro Tobias, é deputado estadual pelo PSDB