08 de julho de 2026
Esportes

Basquete: adaptado

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr.

Ala panamenho elogia torcida bauruense e aponta Paschoalotto como um dos favoritos ao título do Novo Basquete Brasil, ao lado de Brasília e Flamengo

Último reforço do Paschoalotto/Bauru para a temporada 2013/14, o ala panamenho Josimar Ayarza está tendo sua primeira experiência no basquete brasileiro. Contratado em outubro, o jogador acabou não participando da campanha vitoriosa no Campeonato Paulista, uma vez que o prazo de inscrições já havia se encerrado.

A estreia de Ayarza aconteceu na Liga Sul-Americana, em novembro, e agora o ala de 26 anos já está totalmente integrado ao elenco que disputa o Novo Basquete Brasil (NBB), competição que começou no mês passado e prossegue até maio de 2014. Nos jogos realizados até o momento, o panamenho conseguiu bom desempenho, como no duelo fora de casa diante do São José, quando anotou 28 pontos. O JC conversou com Ayarza, que falou sobre sua carreira, expectativa em Bauru e as diferenças do basquetebol nos países em que já atuou. Confira os principais trechos da entrevista.

Jornal da Cidade – Você estava na Argentina e é panamenho, está há quase dois meses no Brasil. Como está a adaptação em Bauru?

Josimar Ayarza – A adaptação está boa, sou uma pessoa que me adapto bem a mudanças de países e culturas. Tem muita coisa parecida com o Panamá, o jeito das pessoas principalmente, é algo parecido. Quando eu fui para a Argentina a adaptação foi muito rápida por causa do idioma, que é o mesmo (espanhol). Aqui se fala português, mas entendo a maioria das palavras.

JC – Em relação ao basquete, quais as diferenças que você percebe entre o Panamá, Argentina e o Brasil?

Ayarza – A Liga no Panamá não tem muito apoio, não é tão competitiva. Já na Argentina a Liga é muito forte, e hoje acredito que o Brasil já está no mesmo nível.

JC – Seu último time na Argentina, o 9 de Julio, acabou caindo na temporada passada...

Ayarza – No primeiro ano brigamos muito contra o rebaixamento e conseguimos nos salvar, mas no segundo ano não foi possível e nossa equipe acabou caindo. Como eu disse, a Liga Argentina é muito competitiva. Depois, joguei alguns meses no Marinos (Venezuela), é uma Liga bem dura também.

JC – Você chegou em Bauru e não houve tempo hábil para jogar o Paulista. Atuou na Sul-Americana e está jogando o NBB. Dá para dizer que está 100% adaptado e integrado ao elenco?

Ayarza – Sim, no princípio foi um pouco difícil, pois o time já estava disputando o Paulista e a Sul-Americana, mas agora que já terminaram esses campeonatos, todos estão concentrados no NBB, estou bem adaptado ao elenco. Bauru é um grupo forte e que tem peças de qualidade.

JC – Na sua opinião, os favoritos ao título brasileiro (NBB)?

Ayarza – Pelo que já vi, diria que Bauru, Brasília e Flamengo são os mais fortes.

JC – Sobre a torcida em Bauru, este é um fator que ajuda muito a equipe na Panela de Pressão...

Ayarza – Sim, Bauru tem uma torcida muito forte e que apoia bastante. Joguei algumas partidas com bastante gente na Sul-Americana (contra Boca Juniors e São José) e deu para ver que os torcedores daqui incentivam o tempo todo.

JC – Para finalizar, qual foi seu melhor momento na carreira?

Ayarza – Acho que jogando pela Seleção do Panamá. Sempre que defendo o Panamá é especial. Espero continuar defendendo minha Seleção nos próximos anos.


Nota da redação: A Seleção panamenha foi punida pela Fiba Américas por questões administrativas internas de sua Confederação e acabou perdendo a vaga na última Copa América, em setembro deste ano. A vaga ficou com o México, que acabou sendo campeão. “Nós conseguimos a classificação em quadra, uma pena que isso tenha acontecido, pois temos bons jogadores, a maioria atuando no Exterior”, afirma Ayarza, que tem expectativa de ser relacionado nas próximas convocações.