Horas após a morte da menina Maria Eduarda Ribeiro, 12 anos, uma nova troca de tiros deixou um suspeito morto na noite de anteontem na favela Para-Pedro, no bairro Colégio, zona norte do Rio. Segundo o comandante do 41.º Batalhão da Polícia Militar de Irajá, tenente-coronel Luiz Carlos Leal, traficantes da facção criminosa Comando Vermelho tentam ocupar a comunidade mesmo com a presença da polícia.
“Estamos levantando informações de agressões desses traficantes a moradores, mesmo com a favela ocupada pela polícia. Não vou tirar os policiais, nem vamos permitir a invasão desses criminosos”, afirmou Leal.
O nome do suspeito morto não foi divulgado. A polícia faz buscas hoje para localizar o traficante Carlos Henrique Corrêa, conhecido como Toulon ou Josiel. Ele é apontado como chefe da quadrilha que tenta invadir a favela, que ainda concentra traficantes da facção Terceiro Comando Puro.
Na manhã de anteontem, a menina Maria Eduarda Ribeiro foi morta com um tiro na cabeça enquanto assistia TV no sofá de casa, na favela Para-Pedro. Dois parentes da criança, um tio e um menino de 7 anos, também ficaram feridos por estilhaços. O enterro da menina está previsto para acontecer hoje no cemitério do Irajá, zona norte. A suspeita é que a jovem tenha sido morta por um tiro de fuzil, arma utilizada, na ocasião, por PMs.
Logo após a morte da menina, moradores colocaram fogo em um ônibus em protesto e bloquearam a estrada do Colégio, além da avenida Martin Luther King. Ninguém ficou ferido.
Mãe do menino ferido com estilhaços, Vanessa Soares da Silva acusa os policiais de terem atirado sem critério.