Quase metade do dinheiro para a reforma do Pronto-Socorro Central (PSC) está garantida. Pelo menos é o que afirma Rodrigo Agostinho (PMDB). No mesmo dia em que a Câmara Municipal definiu que devolverá R$ 1.393.754,34 ao Poder Executivo - a quatro dias do fim do ano - o prefeito declarou concordar em destinar o dinheiro à obra. O projeto aponta estimativa de custo superior a R$ 3 milhões.
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João Rosan |
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Rodrigo Agostinho e Sandro Bussola conversaram ontem à tarde e firmaram o acordo |
Segundo o peemedebista, a ampliação e a adequação da unidade são prioridades para o governo em 2014. A prefeitura pleiteia a liberação de recursos no governo federal. “Cadastramos em diversas modalidades. Se não vier todo o dinheiro, já temos uma parte. Procuro respeitar as recomendações da Câmara e, neste caso, o pedido converge com uma necessidade nossa”.
A reforma do PSC foi prometida pela primeira vez em abril de 2012 pelo secretário municipal de Saúde, Fernando Monti. Na ocasião, ele declarou que os trabalhos começariam logo após a inauguração da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Ipiranga. Depois dela, a do Geisel já passou a atender aos munícipes, mas a obra não saiu.
Em agosto deste ano, o assunto foi discutido de forma mais ampla, inclusive com a formação de uma comissão parlamentar específica para apontar eventuais alterações no projeto de adequação do prédio do Pronto-Socorro.
Os vereadores identificaram a necessidade de ampliação no número de leitos para pacientes que aguardam a liberação de vagas para internação. Na época, eram elevados os índices de pessoas submetidas à ineficiência do setor de regulação para atenção secundária.
À época, o prefeito rechaçou a proposta, alegando que a função da unidade municipal de urgência e emergência não era manter pacientes internados.
Em meio a esse debate, o presidente da Câmara, Sandro Bussola (PT), anunciou que devolveria R$ 1 milhão ao final do ano para ser destinado a essas adequações na obra do PSC.
Sem assinaturas
Na ocasião, alguns parlamentares criticaram a postura do petista em tomar a decisão de forma isolada, sem dialogar sequer com os outros membros da Mesa Diretora. Em nota oficial do Legislativo, ontem, Bussola afirma que os vereadores fizeram a sugestão da aplicação do dinheiro devolvido.
Apesar disso, o petista não conseguiu o ofício reiterando a recomendação assinado pelos 17 membros da Câmara Municipal. “É consenso, mas não consegui as assinaturas porque muitos estão viajando”, alega.
Números de 2013
A Câmara Municipal de Bauru aprovou 181 projetos de lei no ano passado, além de 42 projetos de decreto legislativo, 18 projetos de resoluções, um projeto de emenda à Lei Orgânica Municipal, 111 moções, 1.195 requerimentos e 2.356 indicações.
Ficou para o ano que vem a proposta de alteração do regimento interno do Legislativo, que pode alterar substancialmente as normas de funcionamento da Casa, inclusive, instituindo duas sessões ordinárias por semana.
Além disso, há oito projetos de lei pendente que começaram a tramitar já no ano passado, além dos enviados após o início do recesso legislativo, como o que pede autorização para a negociação da dívida da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) e o que isente de IPTU os beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida, da faixa voltada a famílias com renda de até três salários mínimos.
Menos quantidade, mais complexidade
Com o funcionamento das quatro UPAs em Bauru, foi reduzida drasticamente a quantidade de atendimentos no PSC. A ideia do governo é que a unidade foque os casos de urgência e emergência mais pesados e qualificados.
A reforma promete levar ao Pronto-Socorro alguns serviços que costumavam ser supridos pelo Hospital de Base (HB). Estão previstos uma sala de gesso, um equipamento fixo de raio-X, um tomógrafo, além de um pequeno centro cirúrgico para intervenções que não demandem internações.