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Fotos/Malavolta Jr. |
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Rui Pagano Júnior na matriz da Droganova, última das cinco unidades a ser fechada: parte da história |
Foi em dezembro de 1970 que tudo começou. E no mesmo mês de 2013, 43 anos após a abertura da primeira unidade, a rede de farmácias Droganova encerrou seu ciclo. Segundo o atual proprietário, Rui Pagano Júnior, 56 anos, a concorrência com o mercado atualmente dominado por grandes redes decretou a morte da histórica e tradicional farmácia.
O fundador da rede, Rui Pagano, trabalhava em um laboratório de medicamentos em Rio Claro, onde conheceu sua esposa, Maria Aparecida Pagano. O seu trabalho o trouxe para Bauru, nova região que deveria assumir. “Ele já trabalhava em um laboratório de medicamentos e foi ali que viu a oportunidade de trabalhar neste ramo”, contou o filho.
Em dezembro de 1970, aos 44 anos, Pagano fundou a matriz da rede, no cruzamento da avenida Rodrigues Alves com a rua Rio Branco.
“Foi meu pai que fundou tudo sozinho, nunca teve sócio. Eu comecei a trabalhar com ele com 15 anos, mas quando menino eu já vinha aqui. Participei de tudo. Eu estava presente em todas as outras unidades quando foram inauguradas”.
Cinco lojas
A segunda loja foi na rua Primeiro de Agosto, esquina com a rua Azarias Leite. Em seguida, outra unidade foi inaugurada no cruzamento das ruas Araújo Leite e Joaquim da Silva Martha. Nesse mesmo ano, porém, foi fechada a segunda loja.
Outras unidades abriram ainda na avenida Duque de Caxias, esquina com a rua Gustavo Maciel, e na avenida Getúlio Vargas, com um contexto novo: Droganova Bem Estar. A última loja foi a do cruzamento da avenida Duque de Caxias com a rua Antônio dos Reis.
Com o tempo, muitas lojas de grandes redes começaram a chegar em Bauru e a concorrência ficou difícil para os “pequenos”, segundo Rui. Foi neste momento que a empresa começou a enfrentar uma crise financeira, antes mesmo da morte de Rui Pagano, em 2001, aos 74 anos.
O filho, que assumiu a empresa, decidiu fechar a loja do cruzamento das ruas Araújo Leite e Joaquim da Silva Martha. “Depois vendemos as unidades da Getúlio Vargas e da Duque com a Antônio dos Reis para a rede Nissei. Permanecemos com a matriz e a nossa filial da Duque com a Gustavo Maciel. Eu fechei a da Duque, e, por último, a matriz”, relatou.
Rui expressou tristeza ao dizer o quanto batalhou para que as empresas sobrevivessem. “Eu queria muito que tivesse dado certo, batalhei muito para isso, mas a concorrência é muito grande e foi difícil trabalhar com o preço e custo dessas empresas grandes. A nossa preocupação agora são as questões trabalhistas”, finalizou.
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Matriz foi a última das cinco unidades a ser fechada |