08 de julho de 2026
Gastronomia

Drinques para celebrar

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 5 min

Em qualquer festa a bebida é item importante e oferecer várias alternativas aos convidados fica simpático. No Réveillon, o champagne não pode faltar. O espocar da abertura das garrafas é uma tradição brasileira, principalmente quando os ponteiros se cruzam à meia-noite para anunciar o novo ano. Enquanto se espera a hora dos abraços e cumprimentos, uma cervejinha vai bem, no calor da época. É preciso providenciar um estoque considerável, perfeitamente sintonizado ao número de convidados. Os médicos especializados na cura de ressacas aconselham que não se misture bebidas destiladas, como uísque, gim, vodca ou pinga, com as fermentadas, como o vinho e a cerveja. Quem vai servir aos convidados deve oferecer o mesmo tipo de bebida desde o início. Se ele quiser outra coisa e misturar, a responsabilidade não poderá ser atribuída aos anfitriões.

Outra coisa importante: os copos. É preciso ter de todos os tipos e em quantidades relativas ao número de convidados. Se não houver copos em números suficientes, é possível alugar nos serviços de buffet. Para o champanhe o preferido é o flûte, de formato cônico que tem a praticidade de impedir que as bolhas se dispersem muito rapidamente. A cerveja pede tulipas de paredes finas de vidro, ou o copo com pezinho para conservar melhor a temperatura. O uísque, para quem gosta de batizar com água e gelo, o melhor copo são os de borda alta (long drink). Os mais baixos e largos, tipo old fashioned, são indicados para quem prefere o scotch on the rocks. Os mais jovens gostam do Bourbon e Tenesseewhiskey, norte-americanos, feitos de de uma mistura de milho e outros cereais. As principais marcas são o Jim Beam e o Wild Turkey. São os uísques que os cowboys tomam nos filmes com aqueles copinhos de dose pura.

Há ainda os coquetéis que misturam dois ou mais tipos de bebidas (alcoólicas/não alcoólicas) com itens diversos, que podem variar desde os sucos até frutas e xaropes especiais. Nesta modalidade, o seu bar deve ser operado de modo a oferecer coquetéis tradicionais, como Alexsander (composto de licor de cacau, creme de leite e conhaque essencialmente), Coquetel de Frutas, Margarita e Piña Colada. As taças tipo coquetel, abertas como a do dry Martini, não devem faltar. As batidas, como a indefectível Caipirinha e de Maracujá agradam ao sabor do brasileiro.

Para a saideira dos convidados mais sofisticados, tenha à mesa duas ou três garrafas de licores, como Drambuie, Cointreau ou Grand Marnier. Cada um deles tem seu gosto característico. O primeiro é feito de uma mistura de uísque com mel. Os outros dois são elaborados a partir de laranjas do Curaçao. E não se esqueçam da água mineral para hidratar o pessoal.

A dama de branco

A feminilidade de uma dama aliada a um temperamento forte e um caráter ambicioso. Assim era a dançarina holandesa Mata-Hari, acusada de espionagem em favor dos alemães, durante a I Guerra Mundial. Morreu fuzilada pelos franceses.

Em homenagem ao seu charme, um garçom do Harry? Bar, de Paris, criou um drink batizado com o nome de White Lady. Gostoso e fácil de fazer:

Ingredientes

1 parte de Cointreau

2 partes de gim

Um lance de suco de limão

Preparo

Bata tudo na coqueteleira e sirva

Em copo short drink

Tributo a uma grande estrela

A pequena e vivaz Mary Pickford reinou como estrela dos filmes mudos de Hollywood, justificando o título de Namoradinha da América. Fundou com Charlie Chaplin e seu marido, Douglas Fairbanks, a United Artists. O coquetel que leva o seu nome foi criado em Cuba, durante a vigência da Lei Seca nos Estados Unidos, e serviu para popularizar o rum. Fidel Castro nem tinha nascido naquele tempo e Cuba era o grande centro de diversões dos americanos.

Namorada das Américas

Ingredientes

3 colheres de sopa de rum branco

3 colheres de suco de abacaxi

1 lance de liquor (marasquino, de preferência)

1 colher de sopa açúcar

1 lance de grenadine ou algo para dar cor vermelha

Gelo picado a gosto

Preparo

Bata tudo com gelo picado na coqueteleira

Coe a mistura na própria taça em que será servida. Para guarnecer, espete um pedaço de abacaxi e uma cereja num palito e coloque na borda da taça.

Caipirosca
de lima-da-pérsia

Ingredientes

1 Lima-da-Pérsia cortada em rodelas bem finas

1 colher (sopa) de açúcar

75 ml (1 e ½ dose) de cachaça ou vodka

Gelo à vontade

Lavar muito bem a lima antes de cortá-la em rodelas bem finas.

Colocar o açúcar no fundo de um copo tipo old fashioned.

Acrescentar as rodelas de lima e amassar bem (como se faz com o limão na Caipirinha)

Despejar a bebida
Completar o copo com gelo

*Dica: espere alguns minutos, até que a lima libere seu sabor, antes de beber

Champagne, um capítulo

à parte

Espumantes e frisantes viraram uma espécie de febre nesta época do ano. As rolhas saltitantes e a espuma que vai aos ares e mancha as toalhas de mesa não podem faltar, na cabeça de muita gente. Engano. O correto é retirar a rolha torcendo-a, com os dedos protegidos por um guardanapo para que a rolha saia na mão de quem abre e a espuma não se entorne. O líquido custa caro e é bom aproveitá-lo por inteiro. Outro esclarecimento importante. A denominação champagne é exclusiva para os espumantes produzidos na região de Champagne, na França. O resto é espumante. O champagne é originário de três variedades principais de uvas: pinot noir, pinot meunier e chardonnay. Os demais espumantes, também de qualidade elevada e procedências nobres, como os produzidos na Itália e mesmo no Brasil, são igualmente saborosos. Podem ser tomados desde o aperitivo - o brut tem menor quantidade de açúcar até o demi-sec ou doux, na sobremesa. Experimente, por exemplo, o Sorvete ao Champagne - uma bola grande de sorvete de limão e champagne gelada o quanto baste para cobrir a bola de sorvete. Decore com folhas de hortelã e sirva imediatamente.

A bebida deve ser colocada na parte inferior da geladeira e jamais no freezer. O frio excessivo pode causar o estouro da garrafa por causa da alta fermentação da bebida. A garrafa deve ser servida em balde de gelo, para conservar o frescor em torno de 10º ou 12º graus.