08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Egoísmo


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Lendo o artigo de Nelson Itaberá Gonçalves, de 27.12, um sentimento de esperança se renova, assim como todas as vezes que me sinto alinhado com uma parcela ? pequena, infelizmente ? dos bauruenses. Se resumirmos a uma singela palavra todo esse comportamento das pessoas na sem limites, grafaríamos "egoísmo". Esse o pior dos cânceres da humanidade. Aquele que faz com que quase todos sempre colocam em sua frase o "meu", a "minha". Dias atrás fui ? contrariado - a um centro comercial e me sentei par degustar um açaí enquanto observava o vai e vem frenético das pessoas; a histeria infantil exigindo seus brinquedos; as hostilidades nas lojas superlotadas, mirei uma livraria. Estava vazia, às moscas mesmo. Sinal claro dos atuais anseios do povo.

Esses mesmos seres que dão as costas à cultura, enaltecem e praticam cada vez mais o individualismo, são aqueles que vivem cobrando o poder público para que interceda em favor de suas demandas, é claro. Desnecessário falar das falhas do poder público, seus desmandos e omissões. O grande problema é que a população cobra cada vez mais atitudes dos poderes, sem nem pensar um só segundo em seus deveres como munícipe, como participante de uma enorme máquina e seu papel na coletividade. Por quê? Egoísmo! A "sua calçada"; a "sua rua"; "sua frente"; "seus direitos" acabam com qualquer possibilidade de um Mundo participativo, solidário e vibrante para esses seres.

Acredito que se começarmos agora um grande movimento e espalhar o altruísmo, a coletividade, a cidadania, o prazer da participação, quem sabe daqui a uns cinqüenta anos. Mas precisamos começar, dar o primeiro passo e é começando por nossos filhos. Impondo-lhes limites; exemplificando com boas ações e estimulando o compartilhamento. Utopia? Sonho? Tomara, afinal tudo o que conhecemos e existe em nosso mundo, foi antes um sonho.

Marco Labão