09 de julho de 2026
Política

Banco pagará reforma da estação

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A reforma do prédio da Estação Ferroviária, na região central de Bauru, será realizada com o uso de recursos da “venda” da folha de pagamento do servidor municipal, cujo edital será lançado em março de 2014, segundo o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).


Adquirida ainda na primeira fase de seu primeiro mandato, iniciado em 2009, as instalações da histórica estação permanecem expostas à ação do tempo. Rodrigo conta que no Orçamento do próximo ano não há recursos para investimentos no projeto. “A reforma da estação ferroviária depende do sucesso do edital que vamos abrir ao final de março para oferecer o controle por um banco da folha de pagamento do servidor público e das operações da carteira da prefeitura, como aconteceu no outro mandato. No Orçamento não há fonte para custear os pouco mais de R$ 6 milhões que estão estimados para reformar o prédio”, conta.


Entretanto, a administração municipal terá de contar com momento econômico do País positivo ao final do primeiro trimestre do próximo ano para atrair o investimento. “É que desta vez a folha e os pagamentos da prefeitura entram no edital, mas com o cadastro de conta salário do servidor aberto, em razão do direito à portabilidade concedida ao cliente. Isso gera uma possibilidade de valor menor que a venda da primeira vez da folha, quando não havia a portabilidade”, argumenta.


Ou seja, Agostinho não espera que a venda da folha gera receita extra no mesmo patamar dos cerca de R$ 19 milhões obtidos da Caixa Econômica Federal em seu primeiro mandato. “Mas eu tenho esperança que o investimento, embora um pouco menor que o da primeira vez, seja significativo pelos bancos interessados na disputa. A prefeitura tem a maior carteira de pagamentos do município e a maior folha de funcionários também, sem contar a imagem institucional para a marca que conseguir a folha com o recurso sendo revertido para a reforma de uma prédio do patrimônio histórico local, com identidade com a cidade”, aborda.


A reforma do prédio da estação está orçada em R$ 6 milhões, conforme projeto contratado pela prefeitura. O valor depende de atualização ao patamar atual do mercado. A reforma inclui modernização de instalações hidráulica, elétrica e climática, além de adequações físicas para tornar o local adequado à utilização para serviços públicos.


Na origem do projeto, as secretarias de Educação e Saúde foram elencadas para serem transferidas para a estação. Já o espaço do pátio e da área de embarque tende a receber projeto voltado à cultura. O espaço interno é visto, por profissionais da arquitetura, como adequado em acústico e dimensões para receber o maior (e único) palco de show e multieventos coberto da cidade.

 

Demora no Conselho de Patrimônio

A espera é longa e a aprovação final, em razão disso, demorada, mas a reforma do prédio da Estação Ferroviária finalmente tem o aval do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).


A informação é do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB). “Houve preocupação com a abrangência das exigências históricas e a inclusão da área contígua até ao pátio ferroviário, no Centro, o que foi resolvido. O processo teve pedido de vista por vários conselheiros, mas isso foi superado. O fato é que isso tudo tomou muito tempo e somente agora estamos liberados para buscar recursos para realizar a obra”, conta.


A dificuldade inicial foi que o Conselho do Patrimônio enviou notificação prevendo a inclusão de tombamento de prédios que já não teriam mais sentido serem tombados. “Nesses imóveis nós demonstramos que não há mais quase nada a ser preservado”, cita Agostinho. Além de discutir com a instância estadual do Condephaat a abrangência do tombamento, a prefeitura correu atrás do projeto executivo.