10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bolsa fecha em alta em dia de baixo volume; dólar sobe 0,76%


| Tempo de leitura: 3 min

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou a última sessão do ano em alta, mas o dia foi marcado pelo fraco volume financeiro, em dia sem grandes indicadores econômicos.


O índice subiu 0,46%, aos 51.507 pontos, amparado pelas ações da mineradora mineradora Vale. No ano, o Ibovespa caiu 15,5%. Em 2012, havia subido 7,4%.


Os papéis preferenciais (mais negociados, sem direito a voto) da empresa subiram 0,98%, a R$ 32,73, e os ordinários (menos negociados, com direito a voto) tiveram alta de 0,59%, a 35,71. Ambos representam 11,48% do Ibovespa.


Na sexta-feira a Vale declarou força maior em uma série de contratos de minério de ferro, devido a fortes chuvas no Sudeste brasileiro que afetam o transporte por ferrovia e o embarque da commodity, estimando que o impacto sobre os embarques seja de 3 a 4 milhões de toneladas em 2013.


A falta de noticiário relevante no dia fez com que a Bolsa registrasse ontem poucos negócios. O volume financeiro no pregão foi de R$ 4,1 bilhões, bem abaixo da média de R$ 7,5 bilhões no ano.


O dólar começou o dia em baixa em relação ao real, mas virou e encerrou o dia em alta. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu 0,70%, a R$ 2,360, e o comercial, usado no comércio exterior, teve alta de 0,76%, a R$ 2,357.


Para Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, a alta foi causada por um movimento técnico da moeda, após ter batido, há duas semanas, na casa de R$ 2,39. “Desde então o dólar veio numa tendência de desvalorização frente ao real. Hoje a agenda econômica está fraca e o mercado tem baixa liquidez”, afirma.


A alta também ocorreu em meio à disputa dos investidores antes da formação da taxa Ptax do ano, média diária do dólar comercial calculada pelo Banco Central por volta do meio do dia e que serve de referência para diversos contratos cambiais. Operadores costumeiramente brigam para influenciar a taxa de forma a favorecer suas apostas (na alta ou na baixa do dólar).


Na manhã desta segunda, o Banco Central deu continuidade a seu programa de intervenções diárias, com a oferta de 10 mil contratos de swap cambial tradicional operação equivalente a uma venda futura de dólares.  O BC vendeu o lote total, colocando 3.600 contratos com vencimento em 5 de março de 2014 e 6.400 com vencimento em 1º de julho de 2014. A operação teve volume financeiro equivalente a US$ 497 milhões.

 

JUROS


CDB prefixado/30 dias: 9,97%

CDI: 9,77% ao ano


Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato de DI para julho de 2014 (42.280 contratos) estava em 11,06%, alta de 1,47% no ajuste de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2015 (79.210 contratos) marcava 10,59%, de 10,63% no ajuste anterior. Na ponta mais longa da curva a termo de juros, o DI para janeiro de 2017 (84.780 contratos) apontava mínima de 12,31%, de 12,40% na véspera. O DI para janeiro de 2021 (14.090 contratos) indicava taxa mínima de 13,05%, ante 13,12% no ajuste anterior.


OURO


Ouro/grama: R$ 90,50    

Variação: queda de 0,55%


Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM &F), o ouro foi cotado a R$ 90,50, com queda de 0,55%. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1.196,60 e fechou em queda de 16,85%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.


DÓLAR


Comercial: R$ 2,355

Variação: alta de 0,76%


O dólar comercial encerrou o dia de ontem negociado a R$ 2,355 para compra e a R$ 2,357 para venda, com alta de 0,76%. O dólar turismo encerrou o dia cotado a R$ 2,367 na compra e a R$ 2,457 na venda, com queda de 0,24%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 2,410 na compra e a 2,510 na venda, mantendo-se estável.