No domingo 22/12 o sr. José Souza escreveu um artigo fazendo alguns questionamentos acerca da Feira da Adoção de Animais do CCZ e a posse de cães. É importante salientar que a quantidade de cães e gatos disponíveis para adoção só é maior que a demanda porque os humanos deixaram que eles procriassem indiscriminadamente, não castrando quando necessário. Esses animais contam apenas com os CCZ?s, ONG?s e cuidadores voluntários. Normalmente os governantes são omissos, como o "ambientalista" Rodrigo Agostinho. Começa aqui a minha teoria do Fator Ser Hunano.
O sr. José Souza levanta os muitos inconvenientes causados pelos cães. Suponho que amor incondicional, devoção e fidelidade não estejam entre estes inconvenientes. A responsabilidade no ato da adoção implica tudo que concerne a criação do animal. Quanto aos vizinhos do citado senhor, aparece o Fator Ser Humano. A falta de educação e falta de asseio não partem dos cães, mas dos proprietários que agem indevidamente. O sr. José Souza cita que até o muro que construiu está apresentando infiltrações. Interessante notar que infiltrações são falhas de projeto e/ou execução e são pessoas que fazem este tipo de serviço. Nunca vi um cão construindo um muro.
Sobre a questão da Leishmaniose, o sr. José Souza, como pessoa culta e esclarecida que é, certamente sabe que a doença não é contagiosa nem se transmite diretamente dos animais para os humanos. O cão é tão vítima quanto as pessoas infectadas. A transmissão ocorre apenas através da picada do mosquito-palha fêmea infectado. Este mosquito vive nas proximidades das residências, preferencialmente em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de material orgânico. Ou seja, manter a casa limpa e o quintal livre dos criadores de insetos são as maneiras mais eficientes de evitar esta doença. Mais uma vez o Fator Ser Humano.
Porém, o fato peculiar do texto é quando o sr. José narra a história de sua cadelinha July. Desinformação de minha parte, mas fico me indagando o porquê uma pessoa que tem aversão ao mundo animal e canino em especial adotaria um cão... July, decerto, não defecava nem urinava, tal ojeriza o proprietário apresenta a tais necessidades fisiológicas. Obviamente não soltava pêlos, coisa que todos animais - racionais e irracionais - portadores de pêlos/cabelos fazem. (Bem, se não for o caso do sr. José Souza, por estar passando por tratamento quimioterápico, emprego aqui meus mais sinceros votos de pronto restabelecimento). July não passeava, não interagia e suponho que também não necessitasse de cuidados veterinários. Sendo assim, só posso chegar à conclusão que July era um cachorrinho de pelúcia.
Simone Pereira Borges Paixão