Em um movimento com possível impacto nas eleições para presidente em 2014, o PSDB de Pernambuco anunciou que pretende aderir ao governo de Eduardo Campos (PSB), no Estado. Em nota divulgada ontem, o PSDB-PE disse que “deverá” fazer parte do bloco governista, “ocupando espaços do PTB”, que deixou a base no Estado e se aproxima do PT.
Campos e o PSDB, do senador mineiro Aécio Neves, podem se aliar em disputas regionais pelo país em 2014, como em Minas e em São Paulo. Os dois devem ser os principais adversários da presidente Dilma neste ano.
O governador pernambucano e o senador vêm mantendo conversas nos últimos meses sobre eventuais acordos e a possibilidade de dividir palanques em Estados.
Em novembro, Campos disse que os dois partidos mantêm alianças em algumas partes do país “há mais de 20 anos” e que só durante a campanha será possível “discutir” acordos para o segundo turno.
O PSDB-PE afirmou ainda que a adesão ao governo “fortalece” a parceria entre os dois partidos, que “trabalham” para coligações em 2014.
Até 4 de abril
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), vai deixar o comando do Executivo no dia 4 de abril. “Vou ficar no governo até o prazo legal [de acordo com a Lei Eleitoral], que é dia 4 de abril”, disse ele, segundo a assessoria do governo.
Ex-ministro de Lula, Campos rompeu com o governo Dilma e tem feito críticas à gestão do PT. No domingo, afirmou que o governo federal foi omisso no combate a enchentes.
Campos admitiu que ainda é desconhecido em todo o país. “Eu sou conhecido em Pernambuco, mas fora [do Estado] nós só vamos vencer esse desconhecimento quando o debate da TV e do rádio for iniciado”, afirmou.
Também disse que, por isso, irá percorrer todo o Brasil. Com a saída de Campos, o vice-governador do Estado, João Lyra Neto (PSB), vai assumir o comando em Pernambuco.