Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (31) a transferência para a Eslováquia dos últimos três uigures presos na base de Guantánamo, em Cuba. Eles faziam parte de um grupo de 22 chineses muçulmanos presos no início da guerra no Afeganistão, em 2001.
Os uigures foram levados para os Estados Unidos para serem interrogados sob suspeita de associação com o Taleban, mas foram absolvidos meses depois pela Justiça americana. Mesmo assim, foram mantidos na prisão sem nenhuma acusação formal.
Durante os anos de cárcere, a China fez diversos pedidos para a volta de seus cidadãos. Todas as solicitações foram negadas pelos americanos, alegando que os presos seriam perseguidos politicamente até que eles foram aceitos pela Eslováquia.
O país da Europa Central já havia recebido outros três presos de Guantánamo um egípcio, um armênio e um nascido no Azerbaijão, em 2009. Em comunicado, o Pentágono afirmou que a população carcerária da base americana em Cuba foi reduzida para 155, a maioria deles sem julgamento.
A prisão de Guantánamo foi montada para receber não americanos presos em operações de contraterrorismo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, que mataram quase 3.000 pessoas.
O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu durante sua campanha eleitoral de 2008 que fecharia a prisão de Guantánamo, alegando que o local fere a reputação internacional dos EUA. Mas Obama foi incapaz de fazer isso desde que assumiu o cargo, em parte por causa da resistência do Congresso.