Inaugurado há apenas sete meses, o estádio mais caro da Copa do Mundo de 2014 ainda terá um custo adicional de nada menos que R$ 150,752 milhões no ano do Mundial. Esse é o desembolso previsto no orçamento do Governo do Distrito Federal (GDF) para “reforma e ampliação” do Estádio Nacional Mané Garrincha no próximo ano. Com isso, o custo oficial da arena brasiliense chegará ao patamar de R$ 1,4 bilhão.
De acordo com a Coordenadoria de Comunicação para a Copa (ComCopa) do GDF, os R$ 150,752 milhões orçados pelo governo distrital se referem a pagamentos de contratos já firmados para a construção do estádio. Por meio de nota enviada à reportagem, o órgão informou ainda que o valor não altera o investimento total previsto para a arena da capital do País.
Como a maioria dos estádios da Copa de 2014, o novo Mané Garrincha - o antigo estádio foi totalmente demolido e um novo foi construído no mesmo local - sofreu com atrasos e foi inaugurado em maio deste ano, menos de um mês antes do jogo de abertura da Copa das Confederações.
A partida entre Brasil e Japão, que terminou com vitória da Seleção Brasileira por 3 a 0, foi a única do torneio realizada em Brasília. Na ocasião, o estado do gramado do estádio foi criticado pelo próprio técnico Luiz Felipe Scolari, reclamação que se repetiu durante todo o segundo semestre do ano, quando várias partidas do Campeonato Brasileiro foram realizadas no local.
Nas últimas semanas, as críticas também vieram da parte do público, que sofreu com centenas de goteiras na cobertura do Mané Garrincha - que custou R$ 209 milhões - e diversos pontos com água empossada nas arquibancadas.
Durante a final do Torneio Internacional de Brasília de Futebol Feminino, na qual o Brasil goleou o Chile por 5 a 0 no último domingo, os torcedores também tiveram dificuldades em acessar o estádio, já que foram obrigados a cruzar um lamaçal após passarem pela única entrada para as arquibancadas que foi aberta pela organização da competição.
Desde a sua inauguração, o novo Mané Garrincha recebeu 21 partidas oficiais de futebol, sendo dez do Campeonato Brasileiro, oito do Torneio Internacional de Futebol Feminino, a final do Campeonato Brasiliense, a abertura da Copa das Confederações e o amistoso da Seleção Brasileira contra a Austrália.
Até a Copa do Mundo, que terá sete jogos disputados em Brasília, apenas as duas finais do Campeonato Brasiliense de 2014 estão programadas para o estádio - assim o governo espera resolver o problema do gramado ruim do estádio.
Custo
Segundo a ComCopa, o valor do Mané Garrincha pode cair para R$ 1,2 bilhão, caso o GDF consiga junto ao governo federal a aplicação retroativa do Regime Especial de Tributação para Construção, Ampliação, Reforma ou Modernização dos Estádios de Futebol (Recopa) para a arena.
Os responsáveis pelo estádio alegam que as obras se iniciaram em julho de 2010, mas o crédito tributário do programa só começou a ser contabilizado a partir de maio de 2012, ou seja, 20 meses depois.
Outra obra vinculada ao estádio também está relacionada no orçamento do GDF para 2014. A construção de uma passagem subterrânea ligando o Mané Garrincha ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães está orçada em R$ 4,090 milhões.
Atrasada, Arena Amazônia fechou ano com 94% das obras concluídas
Duas semanas depois de ter suas obras liberadas pela Justiça do Trabalho, a Arena Amazônia chegou a 94,1% de execução, segundo balanço divulgado pela Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa) em Manaus. O estádio, que vai receber quatro jogos da Copa do Mundo de 2014, deveria ser entregue à Fifa no fim deste ano, mas está com o cronograma atrasado.
“Ainda não temos uma data exata para a inauguração. Ainda estamos analisando o cronograma previsto e o impacto da paralisação na construção da cobertura e fachada. Isto é preponderante para que saibamos o dia que podemos inaugurar a Arena”, afirmou Miguel Capobiango Neto, coordenador da UGP Copa.
De acordo com ele, a finalização da cobertura é a principal frente de trabalho atualmente em execução pela Andrade Gutierrez, construtora responsável pela obra. Além do trabalho em altura, os acabamentos de piso e paredes, instalações de sistemas hidráulicos e elétricos, vidros e acabamentos externos estão em execução.
O estádio em Manaus ficou parcialmente interditado entre 13 e 17 de dezembro, por conta da morte do operário Marcleudo de Melo Ferreira, de 22 anos, que caiu enquanto trabalhava na montagem da cobertura.
A Arena Amazônia é um dos seis estádios que ainda faltam ser entregues para a realização da Copa de 2014, junto com as sedes de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Natal e Cuiabá. A cidade de Manaus receberá apenas quatro jogos do Mundial, todos válidos pela primeira fase da competição: Inglaterra x Itália, Camarões x Croácia, Estados Unidos x Portugal e Honduras x Suíça.
Corinthians: diretoria já se conforma com a permanência de Emerson no elenco
O Corinthians já está conformado em ter de continuar com Emerson na próxima temporada. Depois de tentar emprestá-lo para alguns times, entre eles o Flamengo, a diretoria corintiana vê o alto salário do atacante dificultar a saída. E, caso queira dispensá-lo, terá de arcar com uma multa de R$ 10 milhões para o jogador.
O atacante fez um péssimo segundo semestre em 2013 e entrou em rota de colisão com os torcedores corintianos, que reclamaram da falta de gols (foram só dois no Campeonato Brasileiro), da queda de rendimento e das polêmicas fora de campo.
Diante desse cenário, a saída era considerada certa, mas a ampliação do contrato, fechada no meio do ano, acabou virando um enorme empecilho para o clube. Na ocasião, Emerson ampliou seu vínculo com o Corinthians até junho de 2015, com salário na faixa de R$ 400 mil, incluindo direitos de imagem.
Agora, em caso de rescisão contratual, como chegou a ser cogitado em uma reunião da cúpula do futebol do clube, o Corinthians teria de desembolsar o valor total do contrato (R$ 10 milhões), algo fora de cogitação pela atual situação financeira corintiana. Assim, a tendência é que Emerson continue no elenco para a temporada 2014, agora sob o comando do técnico Mano Menezes.
Santos: Peixe tem trabalho para conseguir segurar Cícero em 2014
Embora o meia Cícero tenha contrato com o Santos até dezembro de 2014, mantê-lo no elenco parece ser um dos desafios da diretoria santista neste início de ano. O jogador é cobiçado por outros clubes e ainda pede aumento salarial para ficar na Vila Belmiro.
O Fluminense é um dos interessados no jogador, mas houve também sondagens de clubes do Exterior. Cícero entende que se valorizou no ano passado, por ter sido o artilheiro do Santos com 24 gols, além de boas atuações. Por isso mesmo, ele pretende receber mais do que os R$ 300 mil atuais.
Recém-contratado, o técnico Oswaldo de Oliveira ainda está fazendo as primeiras avaliações sobre o elenco santista, mas certamente gostaria de contar com Cícero, jogador polivalente que foi um dos destaques do Santos na temporada passada. Resta saber se a diretoria vai convencê-lo a continuar motivado na Vila Belmiro.
Enquanto isso, a diretoria santista se concentra também na busca por reforços. O atacante Leandro Damião foi o primeiro a chegar. Agora, o clube espera anunciar nos próximos dias a contratação do atacante chileno Vargas e do zagueiro brasileiro Bruno Uvini, ambos do Napoli, da Itália.