Durante o ano de 2013, a Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) recebeu cerca de 240 solicitações de resgate de morcegos em Botucatu. Entre os meses de outubro e final de fevereiro (primavera/verão), concentra-se o período de reprodução destes animais.
Nesta época há um aumento na incidência de morcegos caídos na cidade, principalmente algumas espécies que se alimentam de insetos (insetívoros), que não conseguem levantar voo direto do chão. Os filhotes que ainda não aprenderam a voar, ao saírem do abrigo, podem não encontrar o caminho de volta e acabam caindo.
O supervisor de serviços de saúde ambiental e animal, Valdinei Moraes Campanucci da Silva, orienta a população para que ao se deparar com um morcego caído ou pousado em um local não habitual, não tente capturá-lo. Pois, para se defender o animal poderá morder e, se estiver infectado com o vírus rábico, poderá transmitir a raiva.
Ainda de acordo com o órgão, no caso do morcego estar voando dentro de casa, a pessoa deve manter a calma, apagar as luzes, abrir as portas e janelas, porque o animal encontrará a saída.
Em outra situação, se seu animal de estimação tiver algum contato com um morcego é de suma importância mantê-lo vacinado contra a raiva. Neste caso também deve-se entrar em contato imediatamente com a VAS, que fará o encaminhamento do morcego (vivo ou morto) para exame de diagnóstico de raiva e avaliará o histórico vacinal do cão ou gato que teve o contato.
A VAS orienta que ao encontrar um morcego caído, a pessoa não deve tocá-lo e evitar seu contato com animais domésticos. O ideal é colocar um balde ou caixa de papelão sobre o mesmo e ligar para a Vigilância Ambiental em Saúde que providenciará o resgate pelo telefone 3813-5055 ou 150.