Após paralisação pelo período da manhã, os funcionários da Bema Construções, empreiteira vencedora da licitação para executar a obra do viaduto inacabado na avenida Nuno de Assis, retomaram os trabalhos, na tarde desta quarta-feira (8), em Bauru.
As atividades retornaram após os pagamentos atrasados serem pagos. Desde as 7h até o início da tarde de hoje (8), 16 funcionários ficaram na alça, que estava sendo concluída, para protestar contra falta de pagamento.
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Éder Azevedo |
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Funcionários da empreitera responsável pela obra no viaduto inacabado na Nuno de Assis realizam paralisação |
A paralisação
Segundo o diretor de organização e mobilização do Sindicato dos Trabalhadores, Josefino Cândido de Oliveira, a reivindicação foi pela falta de pagamento desde dezembro. “Éramos para receber um adiantamento no dia 20 de dezembro e não foi feito. Além disso, o pagamento de janeiro também não entrou. Queremos uma solução e, até alguém nos explicar os motivos pelos atrasos, ficaremos aqui”, afirma.
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Éder Azevedo |
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Cerca de 16 funcionários realizam a paralisação na obra do viaduto |
Ainda de acordo com Josefino, a empreiteira e o Secretário de Obras, Sidnei Rodrigues, foram comunicados sobre a paralisação. “A prefeitura nos informou que as medições estão regularizadas. Não entendo o porquê dos atrasos. Então, não sairemos do viaduto até termos a resposta”, finaliza.
Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru informou que os pagamentos à Bema Construtora e Incorporadora está em dia conforme as medições apresentadas pela empresa, restando apenas o pagamento da última medição que está dentro do prazo de 45 dias para ser realizado.
No entanto, a assessoria esclarece que, no intuito de auxiliar a empresa, a Prefeitura Municipal irá realizar o pagamento referente a esta última medição até esta quinta-feira (9).
A novela do viaduto inacabado
Conforme o JC publicou, a novela da primeira alça se arrasta desde 1993 e foi responsável pela geração de parte da monstruosa dívida federalizada do município, que consome mais de R$ 12 milhões ao ano dos cofres da prefeitura. O viaduto tem como meta ficar pronto em fevereiro, 11 meses depois do primeiro prazo estabelecido e dois anos após o início da obra, que sofreu atraso de repasses federais, liberados por emenda parlamentar da bancada paulista da Câmara Federal. O preço inicial para concluir a primeira alça do viaduto era de R$ 5,9 milhões.
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Éder Azevedo |
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Viaduto tem como meta ficar pronto em fevereiro, 11 meses depois do primeiro prazo estabelecido e dois anos após o início da obra |
Até outubro de 2013, a Secretaria Municipal de Obras e a Bema Construções, de Piracicaba, viviam um impasse. O poder público oferecia aditivo de R$ 800 mil para a execução de obras complementares, mas a empreiteira não aceitava a oferta. Depois de muita negociação, a prefeitura decidiu fazer os serviços por conta própria e gastará cerca de R$ 300 mil com material.
Os serviços adicionais vão garantir a construção de acessos do viaduto até a avenida Nuno de Assis, com 61 metros de prolongamento, e até a praça Espanha, com 360 metros. Além disso, estão previstas as construções de calçamento para esses acessos e guarda-rodas de concreto para evitar colisão e queda de veículos do viaduto. Este último serviço foi contratando junto à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).
O sistema de iluminação em led, custeado pela prefeitura, será o fator que mais vai encarecer a obra. A instalação custará mais de R$ 500 mil e o edital de abertura da licitação para contratação de empresa será publicado nos próximos dias. O prefeito Rodrigo Agostinho promete, para 2014, contratar o projeto executivo para a construção da segunda alça do viaduto. Há ainda quem questione a necessidade da obra. (Vinícius Lousada)