Após passar 12 dias em um centro de triagem na região metropolitana do Recife, porta de entrada do sistema prisional pernambucano, o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) foi transferido ontem para uma unidade superlotada no Interior do Estado.
O Centro de Ressocialização do Agreste, em Canhotinho (a 206 km do Recife), tem capacidade para 400 detentos, mas abriga 1.153 presos. Condenado a 7 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do mensalão, Corrêa ficará a partir de agora em uma cela com outro preso, numa ala destinada a detentos que trabalham. A cela tem cama, banheiro e chuveiro.
Inicialmente, Corrêa ficaria preso na penitenciária agroindustrial São João, em Itamaracá, ilha na região metropolitana da Capital pernambucana. Mas a família pediu que ele fosse transferido para Canhotinho, cidade a 115 km de Brejo da Madre de Deus, onde a mulher do ex-deputado tem uma pousada. Além disso, o município fica na área de influência política de Corrêa.
Mesmo sem conseguir um emprego, Corrêa terá direito a 35 saídas da unidade prisional ao longo deste ano, já que cumpre pena em regime semiaberto.
João Paulo Cunha
Ao sair de férias sem assinar o mandado de prisão do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, adiou para o início de fevereiro o início da execução da pena do petista.