09 de julho de 2026
Nacional

São Paulo pede mais 3 meses para se adaptar à lei dos simuladores

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran) de São Paulo pediu mais 90 dias para que as autoescolas se adaptem à regra que exige uso de simulador nas aulas para obter a carteira de habilitação. A informação foi dada ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

A norma entrou em vigor dia 1 de janeiro em todo o país e determina que os candidatos à primeira carteira de habilitação façam aulas no simulador. As autoescolas não precisam necessariamente ter o simulador; o equipamento pode ser alugado ou ser compartilhado com outra empresa.

Um equipamento custa até R$ 40 mil. A maioria das autoescolas optou pelo comodato, espécie de aluguel por mensalidades entre R$ 750,00 e R$ 2 mil, a depender do número de aulas no simulador.

Alckmin também defendeu que as aulas de simulador passem a contar como aulas práticas. Isso porque as aulas no simulador, conforme prevê a regra, serão cobradas separadamente - o que encarecerá em cerca R$ 200,00 tirar a carteira de habilitação, preço de São Paulo.

Procurado, o Denatran disse que não prorrogará o prazo para adaptação.

Simulador

Serão cinco aulas obrigatórias de meia hora cada, conforme resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Cada uma custará em média R$ 40,00, segundo o Sindicato das Auto e Moto-Escolas do Estado de São Paulo.

A considerar que a primeira habilitação em São Paulo custava, antes da obrigatoriedade do simulador, R$ 1.200,00 (segundo o sindicato), isso representará aumento de 16% no custo para o condutor.

O preço varia nos Estados. Em Santa Catarina, cinco aulas sairão por R$ 284. Lá o valor é tabelado pelo Estado.

O governo decidiu tornar obrigatórios os simuladores em 2010, motivado por um pacto na ONU para redução até 2020 de 50% na mortalidade por acidentes de trânsito.