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Reuters |
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O convite a Snowden dividiu parlamentares europeus |
O ex-agente da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), Edward Snowden, foi convidado nesta quinta-feira (9) a depor no Parlamento europeu.
O convite foi feito por uma comissão de deputados que investiga o suposto caso de espionagem por parte do governo norte-americano, revelado por Snowden a jornalistas.
Ainda não se sabe se o ex-agente aceitará o convite. Ele está na Rússia, onde recebeu asilo temporário, e testemunharia aos deputados europeus através de uma vídeo-conferência. Caso Snowden concorde em depor, a sessão deve acontecer em fevereiro.
Fontes parlamentares acham que ele deve recusar o convite por receio que autoridades dos Estados Unidos possam rastrear sua localização exata.
No Parlamento da UE (União Europeia), a investigação é conduzida pela comissão de Justiça e Liberdades Civis, que aprovou por 36 votos a 2 o convite a que Snowden preste depoimento.
Em um dossiê prévio, a comissão pede a suspensão do acordo bilateral Safe Harbour, que gerencia a transferência de dados de consumidores a empresas do bloco europeu e dos Estados Unidos.
No ano passado, jornais europeus denunciaram que a NSA interceptou ligações e mensagens de texto de cidadãos europeus, inclusive de mandatários como a chanceler alemã Angela Merkel. A agência norte-americana nega, mas o episódio causou mal-estar entre o bloco europeu e os Estados Unidos.
Mesmo assim, o convite a Snowden dividiu parlamentares europeus. O grupo conservador britânico ECR se posicionou contra o eventual depoimento do norte-americano.
O PPE, também de orientação conservadora, exigiu como condição para aprovar a medida que cada grupo político do Parlamento possa fazer duas perguntas a Snowden durante a eventual vídeo-conferência.
Nesta semana, o governo norte-americano estuda limitar os poderes de investigação e infiltração dos funcionários da NSA. A proposta está sendo discutida no encontro de líderes de agências de investigação dos Estados Unidos.