10 de julho de 2026
Internacional

Ocidentais receberiam formação de terroristas na Síria, diz NYT


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Grupos extremistas sírios ligados à organização terrorista Al-Qaeda tentam recrutar e treinar ocidentais em viagem à Síria para que realizem atentados ao retornarem para seus países, segundo reportagem publicada pelo jornal “New York Times”.

O diário cita membros da Inteligência e de contraterrorismo dos EUA, que divulgaram também a informação inédita de que ao menos 70 americanos viajaram à Síria ou tentaram fazê-lo nos últimos três anos, desde o início do conflito civil nesse país.

A insurgência já deixou mais de 100 mil mortos na Síria, de acordo com as estimativas mais recentes da ONU. A organização afirmou neste ano, porém, que não irá atualizar o número devido à impossibilidade de confirmar as informações no país.

Assim como ocorreu com o Afeganistão e o Iraque no passado, a Síria tornou-se um ímã para extremistas islâmicos com o início da guerra civil entre rebeldes que tentam derrubar o ditador Bashar al-Assad e as tropas que permanecem leais a ele. Muitos são atraídos para o país e recebem treinamento para o combate, a “jihad” e a execução de atentados terroristas.

Estima-se, por exemplo, que ao menos 1.200 muçulmanos europeus tenham ido à Síria para o combate desde o início da insurgência.

Esse efeito de recrutamento preocupa as autoridades dos EUA, e o diretor do FBI afirmou ontem que uma das prioridades de contraterrorismo no país é rastrear os americanos que tenham voltado da Síria.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, baseado em Londres, afirmou ontem que quase 500 pessoas foram mortas em uma semana de disputa entre esses grupos, incluindo 85 civis. O número de refugiados também tem aumentado.