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Em São Paulo, café da manhã fora de casa ficou 13,75% mais caro em 2013 |
Paulistanos acostumados a tomar um café da manhã fora de casa por volta de R$ 7 em janeiro do ano passado passaram a pagar, em média, R$ 7,95 pela mesma refeição na cidade em dezembro.
No mesmo período, uma passagem aérea que custasse R$ 300 se transformou em uma despesa de R$ 340,56, na média.
Os dois itens, relevantes fontes de pressão nos preços no ano passado, subiram mais de 13% e superaram a variação no resto do país.
A inflação oficial fechou o ano em 6,09% em São Paulo em 2013, o quarto maior índice entre as 11 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. A região tem um peso de 31,68% no IPCA nacional, que ficou em 5,91%, acima do esperado.
Segundo o economista da ACSP (Associação da Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo, a pressão maior em São Paulo está relacionada à diferença nos hábitos de consumo na cidade, como a dieta alimentar e a frequência com que os paulistanos comem fora. "Tem os custos da cidade grande, que são maiores"
Os custos só não pesaram mais no bolso dos paulistanos porque a onda de manifestações que tomou a capital em meados do ano passado evitou o reajuste nas tarifas de ônibus. O impacto deve ser sentido neste ano.
Para Solimeo, o resultado do índice geral mostra que a política dos governos de tentar conter preços administrados se mostrou ineficaz. "Não resolve, porque uma hora vai ter que descomprimir. Podiam aprender essa lição".
O governo federal segurou ao máximo o reajuste de combustíveis no país no ano passado, diante da distância dos preços internacionais.
Uma alta de cerca de 4% foi autorizada em novembro e pesou no resultado de dezembro.
Mesmo com a suspensão na tarifa de ônibus, o grupo transportes, o de segundo maior peso no orçamento das famílias, subiu 3,15% em São Paulo.
Além dos combustíveis, o preço dos veículos pesou. Os modelos novos ficaram 3,74% mais caros em São Paulo com a retomada parcial do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
A fisioterapeuta Fernanda Teixeira Menezes, 33, sentiu a diferença na hora da compra. Trocou um modelo 1.4 por um 1.0, mais simples.
Para ela, a escolha pela economia fez ainda mais sentido depois do reajuste de combustíveis. "Foi uma boa troca. Tenho menos conforto, mas o custo-benefício valeu."