08 de julho de 2026
Geral

Santa Isabel: refúgio de bauruenses para lazer


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O calor associado à carência por opção de lazer que reúna natureza e água em Bauru leva centenas de moradores da “Sem Limites” para a cachoeira do camping de Santa Isabel, distrito de Arealva. Ontem, mesmo com a boa pancada de chuva que caiu próximo à hora do almoço, o Recanto da Natureza ficou lotado  de bauruenses à tarde.

Antonina Sardinha, arrendatária do local, confirma o público alvo. “Olha, 99% dos frequentadores daqui são de Bauru. São trabalhadores que gostam de fazer churrasco e de tomar banho de água doce aqui nas correntezas da cachoeira e que não têm essa opção em Bauru. E o camping foi mesmo adotado por muitas famílias que fogem da rotina para vir para cá nos finais de semana”, conta.

O recanto é acesso no km 364 da rodovia Bauru-Iacanga, na entrada para o distrito Santa Isabel. O percurso até a cachoeirinha tem 7 km de estrada de terra. “De Bauru até aqui são 30 quilômetros no total. Muita gente faz do domingo uma opção de não ficar dentro de casa e o contato com o meio ambiente, a cachoeira e a sombra e o gramado ajudam muito”, diz Antonina.

Para o acesso ao local é cobrada uma taxa de R$ 5,00 por pessoa. Quem quiser pode acampar ou alugar quiosque. Durante o final de semana, a cachoeirinha é aberta das 8h às 20h. O visitante pode levar alimentos, como carne para churrasco. A proibição é para bebida em garrafa. “O vidro acaba virando uma armadilha e é proibido para que não aconteça nenhum acidente, como um caco acabar cortando alguém”, orienta.

Ontem foi dia de movimento intenso na cachoeirinha. “Neste domingo (ontem) aqui estava lotado durante a manhã. Ai caiu uma chuva forte por quase uma hora e aqui ficou vazio. Passou a chuva e ainda na hora do almoço aqui lotou de novo. Aos domingos por aqui passam em torno de 800 pessoas”, comenta Antonina.

Foi o que fez, ontem, o vendedor Michael Denis de Oliveira, de 26 anos, do Jardim Solange. Ele e um amigo passaram toda a tarde próximos da corredeira da cachoeirinha. “Eu na verdade venho aqui desde os 14 anos, quando era trazido pela minha mãe. Como é raso e tem contato direto com a natureza é gostoso de ficar. É um refúgio não só meu como de muitos bauruenses. Quer encontrar bauruense é só vir aqui de domingo”, fala.

Michael disse que prefere ir em dia de semana, quando tem folga. “É muito menos gente, então é claro que é muito mais sossegado. É água doce, sol e sombra e natureza, muito bom para relaxar”, sentencia.

O funileiro mecânico Valdecir Marques foi com a esposa e o casal de filhos. “Eu durmo de sábado para domingo aqui e venho com toda a família. Enquanto eles descansam eu cuido da churrasqueira. É uma delícia e me faz bem. Não tem sentido ficar dentro de casa no domingo com todo esse calor depois de trabalhar a semana inteira”, finaliza.