11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Entidades e Fiesp criticam alta da Selic para 10,5% ao ano

Folhapress
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Representantes do comércio, da indústria e de sindicatos criticaram, em sua maioria, a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de aumentar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto porcentual, para 10,5% ao ano.

Para a Fiesp (federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a decisão desta quarta-feira (15) adia a retomada da indústria.

"A inflação precisa ser contida, mas é necessário buscar alternativas para combatê-la que não penalizem tanto a atividade econômica e a vida das empresas e das pessoas", disse em nota Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) também criticou a decisão do Copom, e disse que a alta dos juros torna mais difícil a combinação entre crescimento econômico e inflação controlada no país.

"O Sistema Firjan insiste na importância da adoção de uma política fiscal norteada pela redução dos gastos correntes e que efetivamente reduza a pressão exercida pelo consumo do governo sobre a inflação", informou a entidade em nota.

Representantes do comércio, a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) afirmam que a decisão é prejudicial para o ramo.

"Algumas das razões é que o aumento dos juros freia a expansão do crédito no país, reduz o consumo e inibe a criação de novos postos de trabalho, justamente no momento em que com uma menor expansão da massa salarial, as vendas no varejo dão sinais de desaceleração", explicou.

A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) classificou a decisão como "totalmente injustificável".

Em nota, a Força Sindical apontou a redução do consumo, da produção e do emprego como consequências da elevação na taxa.