O Paschoalotto/Bauru encara hoje o Brasília, pela penúltima rodada do primeiro turno do Novo Basquete Brasil (NBB), a partir das 20h, no Ginásio da Asceb, no Distrito Federal. O time bauruense ainda terá dois jogos atrasados contra Espírito Santo e Minas em casa, e o duelo diante do Goiânia, no sábado, pela rodada final, antes de entrar no returno.
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Após ocupar a zona de rebaixamento da competição, o Bauru Basket pulou para o 15º lugar ao vencer Franca na última segunda-feira por 87 a 72 na Panela de Pressão, quebrando uma série de quatro derrotas seguidas. Agora, o time do técnico Guerrinha já mira novamente o G-12, buscando a qualificação entre os times que avançarão para as oitavas de final. A campanha de Bauru no momento é de quatro vitórias e oito derrotas.
Para o confronto desta noite com o atual campeão da Liga Sul-Americana, todo o elenco estará à disposição e tentará quebrar um tabu: o de nunca ter vencido Brasília na casa do adversário. Até hoje, as equipes se enfrentaram nove vezes na Capital Federal, sempre com triunfo candango. Além do mais, os brasilienses foram os responsáveis por eliminar Bauru em dois playoffs de quartas de final de NBB, em 2010 e 2012, ambos por 3 a 0. Nas duas ocasiões, o time do Distrito Federal sagrou-se campeão brasileiro em seguida – na última vez, com o pivô Lucas Tischer no elenco.
Conhece bem
Hoje defendendo as cores do Paschoalotto/Bauru, Tischer foi bicampeão do NBB por Brasília, em 2011 e 2012, sob o comando do então treinador José Carlos Vidal, agora dirigente dos candangos, e vários atletas que atuaram com ele seguem por lá, como Alex Garcia e Guilherme Giovannoni. “Brasília é uma equipe campeã e que sabe jogar, mas não é imbatível. Nossa equipe teve uma má fase, estamos voltando a jogar, e temos que saber jogar lá dentro. O importante é estar bem para os playoffs, até porque o campeonato começa praticamente quando se iniciarem os playoffs. Porém, é importante buscar uma posição boa nesta fase”, define Tischer.
O pivô saiu do Brasília após a primeira rodada do NBB 2012/13, quando um atleta ainda não podia ir para outro clube da elite nacional. Por isso, foi atuar no Peñarol de Mar del Plata, da Argentina, onde trabalhou com o técnico Sérgio Hernandez, coincidentemente agora treinador do Brasília.
“Ele é um grande amigo, uma pessoa maravilhosa. Durante o jogo, ele sabe mexer as peças, dá uma aula como técnico, então temos que estar preparados para tudo. Os jogadores de lá (Brasília) tem um nível excelente, então a nossa equipe tem que estar 100% para poder buscar a vitória”, enfatiza Tischer, que resume o sentimento do reencontro com o ex-clube. “Quase todo jogo para mim é reencontro. Tenho 15 anos de basquete, acho que nem com os dedos das mãos e dos pés da pra contar o tanto de times onde passei (risos). Mas claro que queremos ganhar deles”, afirma o pivô, que terá hoje seu primeiro encontro com o Brasília após deixar a equipe no fim de 2012.
Na história
Nas cinco primeiras edições do NBB, Bauru e Brasília se enfrentaram 16 vezes, com 13 vitórias do time do Distrito Federal e três do Bauru, todas conquistadas na Cidade Sem Limites. As equipes fizeram dois playoffs, em 2010 e 2012, ambos nas quartas de final, e nas duas ocasiões o Brasília superou Bauru pelo placar de 3 a 0.
‘Precisa jogar 100%’, diz Guerrinha
Para o técnico Guerrinha, o principal hoje à noite é entrar com foco total. “O jogo de Brasília é tão duro quanto o de Franca (na segunda-feira passada). Se Brasília não jogar 100% e Goiânia jogar 100%, a gente não ganha de Goiânia no sábado, então isso mostra que o campeonato é equilibrado. A gente está retomando agora, precisamos manter isso para a sequência”, destaca o treinador.