08 de julho de 2026
Esportes

Basquete: reação barrada

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Caio Casagrande/Bauru Basket

Ex-jogador do Brasília, pivô Lucas Tischer (com a bola) anotou duplo-duplo por Bauru: 15 pontos e 11 rebotes

O Paschoalotto/Bauru fez um bom primeiro período e deu mostras de que poderia sair do Ginásio da Asceb com uma vitória histórica ontem à noite, mas logo no segundo quarto o Brasília se impôs e comandou o marcador até o final, vencendo por 82 a 72, pela penúltima rodada do primeiro turno do Novo Basquete Brasil (NBB) 2013/14.

Esta foi a nona derrota bauruense em 13 partidas no Nacional, deixando o time na parte inferior da tabela, próximo à zona de rebaixamento. O resultado manteve ainda o tabu de Bauru nunca vencer o Brasília no Distrito Federal e não permitiu que o clube do interior paulista começasse a engrenar, após vencer Franca no começo da semana. Amanhã, mais um jogo fora, desta vez diante do Goiânia, a partir das 17h, em confronto direto entre os 12 primeiros colocados que avançam para os playoffs.

O jogo

O primeiro quatro foi bastante equilibrado, com boas atuações de Murilo e Gui Deodato pelo lado bauruense, enquanto Nezinho e Guilherme Giovannoni eram os responsáveis por levar o Brasília ao ataque, que terminou com ligeira vantagem: 27 a 25.

No segundo período, Brasília foi com tudo e Giovannoni fez duas bolas seguidas de três. Osimani também converteu chute do perímetro, e com um minuto e meio, o marcador já era de 36 a 25, obrigando Guerrinha a parar a partida. O placar chegou a ser de 11 a 0 na parcial, e o primeiro ponto bauruense veio com quase quatro minutos, em bola de Ricardo Fischer. O Brasília ainda teve mais duas bolas de longe, com Alex e Goore, e Bauru devolveu com Gui e em uma bela cravada de Lucas Tischer.

Brasília voltou mal no terceiro período, cometendo muitos erros de ataque e dando espaços na defesa. Bauru, porém, não conseguiu aproveitar o momento ruim do adversário, desperdiçando até lances livres, e a vantagem candanga permaneceu sempre acima dos dez pontos, apesar do nível técnico sofrível do período, que se refletiu na pontuação parcial (13 a 14). No último quarto, Tischer chamou a responsabilidade para Bauru, enquanto Giovannoni, que ontem chegou a 3 mil pontos na história do NBB, era o principal nome brasiliense. O time da casa matou a partida em bola de três de Osimani, e o placar final ficou em 82 a 72.


‘Difícil ganhar no DF’, diz Guerrinha

Após o jogo, o treinador bauruense Guerrinha lamentou a atuação dos árbitros. “É difícil ganhar aqui. Você olha pro árbitro e já é (falta) técnica, agora o Alex dá peitada no garrafão, três jogadores deles saem peitando arbitragem”, disse à Rádio Auri-Verde/Jornada Esportiva. Bauru tem dois jogos atrasados, com Espírito Santo e Minas, na Panela de Pressão, além do jogo em Goiânia neste sábado, para encerrar o turno. “Precisamos vencer esses três jogos. Chegaríamos a 50% de aproveitamento, o que já seria ótimo por tudo que passamos nesse período”, avaliou.