“Descanse em paz”. Nem a frase que elucida os jazigos e deveria impor consideração aos que partiram não tem sido respeitada por vândalos, no Cemitério do Jardim Redentor, em Bauru. E é justamente paz que os vizinhos do local pedem nas frequentes reuniões do bairro.
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Aceituno Jr. |
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O morador João Marcelo Gal, 42 anos, se mostra inconformado com a situação |
Na tarde desta sexta-feira (17), mais uma vez, o local foi alvo de vandalismo. Desta vez, dois caixões foram depredados e, segundo moradores chegaram a ficar expostos na calçada por cerca de uma hora. Quando a reportagem chegou ao cemitério, por volta das 19h, foi informada que um dos moradores já havia colocado os caixões para dentro do cemitério, já que o muro está quebrado, o que tem facilitado as invasões.
“Os muros estão sempre quebrados. O mau cheiro é uma reclamação constante, quase que diária, à noite é ainda pior, já que as pessoas acabam dormindo lá dentro, e, durante o dia, muitas crianças invadem o cemitério e andam entre as valas, muitas delas abertas, para soltar pipa e brincar, uma realidade muito triste”, descreve Mariana Regiane, que faz um jornal comunitário no bairro.
João Marcelo Gal, 42 anos, que mora a uma quadra do cemitério desde que nasceu relata que, nos últimos 10 anos, o local tem sido um ponto problemático para quem reside nas proximidades e tem se agravado ainda mais a cada ano.
“Além da depredação, o lugar é invadido constantemente por usuários de droga. Esse muro está assim há uns 20 dias já, sem falar que vivemos com medo de bichos. Recentemente, minha mãe, de 78 anos, foi picada por um escorpião e na semana seguinte meu vizinho também. Não dá pra gente viver assim”, desabafa.
A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (Emdurb) informou que uma equipe foi acionada para ir ao local e providenciar a limpeza e os reparos necessários ainda na noite desta sexta-feira (17).
Em relação ao aparecimento de escorpiões nas residências vizinhas, neste mês de janeiro será feita a aplicação de veneno e uma equipe ficará responsável em trabalhar à noite no cemitério fazendo a coleta desses animais, que colocam em risco a vida dos moradores vizinhos.
Sobre os muros depredados, a Emdurb disse que o projeto é substituir as placas por muros de tijolos para melhorar a segurança, já que o local não tem vigilantes. A previsão é que este projeto de reestruturação seja executado ainda este ano.
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Aceituno Jr. |
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Caixões estavam abertos em meio a entulhos no Cemitério do Jardim Redentor |