10 de julho de 2026
Nacional

Possível sobrevivente de chacinas em Campinas acusa polícia

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Um possível sobrevivente das chacinas que no início desta semana deixaram 12 mortos em Campinas (SP) disse acreditar que policiais estejam envolvidos na ação criminosa.

Em entrevista à EPTV, afiliada local da Rede Globo, o rapaz, não identificado na reportagem, disse não saber o motivo de ter sido atacado. "Eu não tenho briga com ninguém, não devo nada para ninguém. Só podia ser polícia, através da morte desse policial aí do posto", declarou, segundo a emissora.

Uma das linhas de investigação do caso é a hipótese de que policiais militares tenham agido em resposta à morte de um colega, horas antes das chacinas em Campinas, após reagir a um assalto a um posto de combustíveis.

A vítima levou quatro tiros no braço, nas nádegas e no tórax na madrugada da última segunda-feira. Ia para um bairro na zona oeste da cidade quando foi abordado por dois homens em uma moto.

A região é a mesma em que 12 pessoas morreram em uma série de ataques realizados entre a noite de domingo e a madrugada de segunda. O atentado contra ele pode ter relação com essas chacinas - testemunhas dos outros casos, contudo, relataram que os atiradores usaram carros, e não motos.

O homem afirmou à emissora de TV que a moto parou ao seu lado quando estava encostado em uma parede e que um dos ocupantes disse "É ele mesmo, é ele mesmo, vai nele mesmo, vai nele mesmo" antes de os disparos serem efetuados.

Ele ficou internado no Hospital de Clínicas da Unicamp, mas já teve alta. A Polícia Civil, que só foi informada da tentativa de homicídio anteontem, investiga por que o caso demorou dois dias para ser relatado.