Como se fosse um sábado de ressaca, quem passasse às 11h da manhã pelo Calçadão da Batista de Carvalho ontem se espantaria com o movimento escasso de pedestres. Mesmo quando não há promoções no comércio, o bauruense vai dar o seu rolê, para usar um termo da moda e, como se diz no jargão popular há décadas, vai “batistar”.
Ontem foi diferente. O dia estava tranquilo. Pouca gente batistava. Como se vê no flagrante do repórter-fotográfico Renan Casal, sorte das famílias que puderam fazer suas compras tranquilamente e, também, aproveitar as inúmeras liquidações do comércio. O que não faltavam eram opções de descontos. E se o consumidor pechinchasse um pouco mais ainda levaria, com certeza, um desconto maior do que o anunciado.
Na média geral os produtos estão de 20% a 30% mais baratos do que na época de Natal. Especialmente o setor de roupas e presentes. Os lojistas estão queimando seus estoques do ano passado para, já, já, renovar as vitrines.
Na Praça Portugal, nem o expositor foi
Neste sábado tinha feira de artesanato na Praça Portugal. Mas já sabendo de antemão que nesta época do ano o consumidor está viajando (ou os próprios expositores estão tirando férias), apenas cinco barracas estavam armadas na praça. A já tradicional Feira estava em baixa. “É natural, acho que ninguém vem mais não”, dizia uma das expositoras da área de trabalhos com tecidos e linhas.
Mas sem perder o entusiasmo, “seu” Domingos Ormeto mostrava para a reportagem os trabalhos em madeira que faz. Totalmente lúdicos. Brinquedos da moda antiga. Caleidoscópios, iô-iô chinês, pião, a lembrar as brincadeiras de infância dos que já são adultos ou estão na terceira idade, nos dias de hoje. Havia também caminhas para bonecas com estrado removível e até pintado, que ele vende a R$ 30,00 a unidade e leva três dias para fabricar. E bercinhos a R$ 38,00.
A falta de freguesia fez o expositor mostrar com calma o bonequinho Tico... que prefere cerveja à refrigerante. Num sistema de ímãs, não é difícil descobrir como funciona a atração. Um bom presente para brincar com quem não dispensa uma cervejinha aos sábados. E, nesta manhã modorrenta, 18 de janeiro do ano de 2014, pressentiram consumidores e expositores, o clima um pouco mais ameno do que nos demais dias deste início de ano, foi mais propício para ficar em casa e esperar pela hora de degustar a gelada.