08 de julho de 2026
Geral

O que veste a bauruense?

Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr.

Final de tarde e o que mais se vê nas ruas bauruenses é o estilo Mulher/Moda/Malha

Sem querer dar uma resposta definitiva, nem pretensão de ser um estudo, o JC lança a pergunta: qual é a moda preferida da mulher bauruense? O que ela gosta de vestir? Afinal, se lembrarmos de São Paulo, veremos que a mulher paulistana é executiva, capricha na maquiagem e opta por um costume que permita trabalhar de forma bem estruturada, sofisticada e que, lançando mão de acessórios, trocando a sapatilha por um salto alto possa,  na sequência, sair do trabalho e engatar o happy hour ou ir para uma balada (leia mais na página 13).

Já a carioca tem um visual mais despojado. Durante o dia é certo: ela quase não usa maquiagem e não dispensa óculos de sol. De noite, faz a linha casual, descontraída mas chique ao mesmo tempo. Não dispensa brilhos.  E precisa estar sempre em forma; exibir o corpo é com ela.

Mas e em Bauru? Há uma moda típica da baurense? Fomos ouvir alguns experts no assunto e descobrimos: a bauruense é básica. Confira.

“Há três grandes grupos: camisaria, malhas e gatas de shortinho”, diz Ekaterina Barcellos, professora de moda, estilo e design do Senac Bauru, que trabalha na área há 30 anos e há três está em Bauru. Para ela, as mulheres bauruenses, independentemente da faixa etária, podem ser divididas em três grandes grupos quando o assunto é o visual.

Jeans e camisa -  O primeiro estilo é o Dudalina (referência a uma tradicional camisaria brasileira). “É o estilo da mulher que trabalha, as mais bem sucedidas. É a que gosta do jeans com camisaria. Usa sempre camisa e calça, opta por um social despojado e segue nessa linha até no esportivo. Brinco que é a moda de quem mexe com agronegócio”.

Malhas estampadas - A outra subdivisão é o que ela chama de Mulher Moda Malha. “Isso fica evidente nas ruas, independente da faixa etária. São as adeptas dos vestidos estampados. As mais jovens usam mais curto e as demais usam só um pouco acima do joelho, próximo ou abaixo. Elas variam esse estilo em todos os locais que vão”.

Shortinho para todas -  E o terceiro grande grupo que ela define é o de “Gata de Shortinho”. Aqui também ela diz que isso independe da idade.

“Há mulheres mais velhas usando shortinho sem o menor complexo. É como se fossem com esse visual da praia à festa, tranquilamente, só mudando acessórios ou tipo de tecido.  Isso é bem recorrente e está presente em todas as baladas e eventos. Se são mais maduras são menos insinuantes na escolha das estampas e na altura do shortinho.”


“Ela é básica, prefere um jeans e uma bela camisa”

Wanderley Sebastião da Silva está há 26 anos, como ele mesmo diz, “ditando moda, exibindo nas vitrines o que nossas belas mulheres precisam para serem divas, lindíssimas e poderosas”. E é ele quem garante que o estilo da bauruense é básico. “Um jeans básico, uma bela camisa” é o visual preferido para o dia a dia. Além disso,  ele lembra que nas ocasiões especiais ela não dispensa “um pretinho básico, acrescentando um acessório bem descolado, seja o luxo das pérolas, ou então põe um casaqueto debruado e vira um luxo”, define.


‘Antenada, de bom gosto e muito bem resolvida’

“A mulher bauruense é muito antenada, tem bom gosto, preza pela qualidade. É uma mulher muito aberta e bem resolvida. São mulheres muito antenadas e que sabem o que querem. É aquela mulher que viaja, que lê, que se informa e sabe se valorizar.  Hoje estamos vendendo muita mistura de estilos, por exemplo, mix de estampas, mix de tecidos como seda e jeans, renda com malha, peças mais finas com toque despojado. A moda está muito versátil, o que faz com que as mulheres se identifiquem de uma maneira plural, cada uma com seu estilo próprio”. Quem fala é Tânia Maria Felix Dias Capelini.  E ela sabe o que fala. Afinal, experiência na área também não lhe falta: “Sempre gostei muito de moda e busquei o diferente e o inovador. Comecei vendendo roupa na minha casa, para algumas amigas. Viajava para outros Estados para trazer produtos diferenciados, que não encontram na cidade. Hoje minha boutique existe há 30 anos e procuro manter sempre a exclusividade, bom gosto e qualidade que são a nossa marca”. E para finalizar sentencia: “o estilo da mulher bauruense é chique e despojado. A moda hoje não é uma ditadura, pelo contrário, é superdemocrática. As pessoas se encontram no seu próprio estilo e se sentem bem,  é isso que encanta”.

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