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Éder Azevedo |
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Muito conhecida na região, a praia de Arealva está suja, acumula lixo e exala odor fétido |
As temperaturas estão levando os termômetros à loucura neste verão. Todo mundo quer uma piscina, rio, lago ou mar para se refrescar, amenizar o calor que castiga nessa época do ano. Na região de Bauru há lugares bastante interessantes para a população que não tem como se deslocar para as praias de água salgada. Porém, a maioria delas está em péssimo estado de conservação. Água imprópria para banho somada às algas e o mau cheiro exalado dos aguapés são alguns dos motivos que afugentam os frequentadores das praias da região.
Arealva, Iacanga e Itapuí já foram locais bem frequentados pela população regional em outras épocas, mas atualmente a beleza dessas praias só se encontra em fotos antigas ou na memória dos moradores. Mal cuidadas, elas não chamam mais a atenção da população, que teme ser contaminada com alguma substância tóxica.
Em Arealva (41 quilômetros de Bauru), o odor fétido impera. Mas a prainha que já foi palco de eventos musicais e queima de fogos na troca de calendário está suja, mal cuidada e só é frequentada aos finais de semana - ainda assim, por pessoas que se arriscam. Os banheiros estão depredados, pichados, sujos. A areia detém lixo reciclável e, se não bastasse tudo isso, a água está verde por conta das algas.
O pescador José Braz, que tira seu sustento das águas do Tietê e mora ao lado da prainha, lamenta a situação. “Moro aqui há quatro anos e percebo a cada dia a degradação do local. A praia já esteve mais organizada. O movimento de pessoas caiu mais de 50%. Tem o lodão verde e o cheiro de carniça.”
Dormir em uma casa próximo do Tietê na altura de Arealva está quase impossível, reclama o pescador. “O cheiro fica pior no período noturno. Quando fechamos a casa para dormir, tem que colocar três ventiladores para funcionar e mesmo assim está difícil para respirar.”
Em Itapuí (44 quilômetros de Bauru) a situação da prainha é lamentável. Além da água verde, do lixo, do abandono, ainda há mais um agravante para a prefeitura e polícia resolverem. O local vem sendo apontado como ponto de venda de drogas, uso de entorpecentes e prostituição. Na última semana a reportagem esteve no local e, mesmo em plena luz do dia (por volta das 15h), foi possível perceber a movimentação suspeita.
O prefeito, José Eduardo Amantini, promete tentar modificar a situação de descaso que, segundo ele, perdura por duas décadas. Quer investir pesado, mas precisa de verba estadual ou federal para dar um start no projeto, que ele diz ser ambicioso.
O prefeito de Arealva também tem planos para melhorar a praia e atrair turistas, mas também precisa de verbas. O mesmo acontece com a prefeitura de Iacanga, que já pediu e espera fechar convênios em 2014 para melhorar a prainha.
Afora as lamentações dos prefeitos, a verdade é uma só: na microrregião de Bauru não há praia própria para banho. Quem quiser se banhar em água doce terá que viajar um pouco mais. Iacanga, na microrregião é a melhor, mesmo assim, carece de cuidados.
Não é o rio Tietê e sim um “braço” dele, o Ribeirão Claro. O esgoto da cidade está tratado e não há mau cheiro. Mesmo assim, há copos descartáveis espalhados, apesar dos avisos. Há lixo demais nos banheiros.
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